terça, 12 de novembro de 2019
UFPB
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Com paradas longe, estudantes são vítimas de assaltos

Katiana Ramos / 14 de agosto de 2018
Foto: Nalva Figueiredo
Seis assaltos em quatro dias. Esta foi a ‘meta’ dos bandidos na semana passada, ao passar pelo Centro de Tecnologia e Desenvolvimento Regional (CTDR) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), no bairro de Mangabeira, em João Pessoa. Nas semanas anteriores, pelo menos este ano, aconteceu pelo menos uma ação violenta de bandidos nas ruas que circundam a instituição. Na manhã dessa segunda-feira (13), alunos protestaram para pedir soluções de combate à violência.

Conforme relato dos estudantes e dos servidores que frequentam diariamente o CTDR, os últimos assaltos foram cometidos por dois homens, armados, que estavam em uma motocicleta do tipo ‘cinquentinha’. Eles relataram ainda que as ações são mais comuns entre o final da manhã e começo da tarde. São pelo menos 1.500 pessoas, entre professores, alunos e servidores, que transitam diariamente no CTDR, segundo informou o diretor do Centro de Informática, Hamilton Soares.

“Os assaltos sempre aconteceram por aqui por conta de estarmos em um local mais isolado. Mas, de uns meses pra cá, ficaram mais frequentes. Dentro da instituição nós conseguimos aumentar o número de vigilantes, mas a segurança pública não é papel da universidade. Já prestamos queixa na delegacia, pedimos reforço no policiamento, mas pouca coisa mudou e os assaltos continuam”, reclamou o diretor.

Lucas Bittencourt, que estuda Engenharia de Computação, também relatou vários assaltos que afetaram outros estudantes no local e disse que durante a noite a situação é mais crítica. Segundo ele, devido a demora nos ônibus e distância da parada até a instituição, muitos estudantes e servidores se deslocam até um shopping, localizado na Avenida Hilton Souto Maior, para poder esperar os coletivos.

“Os motoristas se recusam a entrar nas ruas, que estão esburacadas, e deixar a gente na parada mais próxima. Ai, o pessoal desce na principal e vem caminhando. É nessa hora que acontece os assaltos”, revelou o estudante.

Também aluna do CTDR, Thayná Santos lembrou ainda que, além do medo de assalto, as alunas e servidoras sofrem ainda com o receio de serem vítimas de violência sexual por conta da área de mata que é próxima ao local. Segundo ela, algumas alunas relataram terem visto homens passando em veículos no entorno em atitude suspeita.“Estudo aqui desde que foi inaugurado, há cinco anos, e a situação de infraestrutura para chegar aqui não melhorou. Esse trajeto sempre foi muito esquisito. Eu mesma já corri várias vezes porque vi alguém de moto se aproximando e fiquei com medo”, disse.

PM reforça policiamento

O responsável pelo 5º Batalhão da Policia Militar, que cobre a área onde está localizado o CTDR, capitão Sabino, informou que vai reforçar o policiamento nos horários onde foram identificadas as ações criminosas. Ele disse ainda que o Núcleo de Inteligência da Polícia já está trabalhando na identificação dos autores dos assaltos mais recentes na área.

Prefeitura

Por meio da assessoria de comunicação, a Secretaria de Infraestrutura da capital (Seinfra) informou apenas que as ruas com prioridade para pavimentação são as eleitas nas plenárias do Orçamento Participativo, por isso a Prefeitura pede que a população participe das plenárias de seu bairro. Outra forma de solicitação é por meio do Programa IPTU Cidadão.

Já sobre as demandas de transporte e faixa de pedestre, a Superintendência de Mobilidade Urbana da capital (Semob) não retornou a solicitação da reportagem.

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