terça, 19 de janeiro de 2021

Turismo
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Por conta de passagens caras, usuários deixam de usar aviões

Érico Fabres / 20 de janeiro de 2018
Foto: Divulgação
Com o preço das passagens aéreas nas alturas, o consumidor botou os pés no chão e voltou a recorrer às estradas. Não, o preço das viagens de ônibus não diminuiu, foi o das passagens de avião que subiu após o início da cobrança por malas despachadas, efeito contrário ao que foi utilizado na justificativa para a mudança.

De acordo com o Rodoviariaonline, de 2016 para 2017, foi registrado um aumento de vendas de passagens de ônibus de 31% dentro do território nacional.

“Embora o número de amostragem de 2018 seja muito pequeno, apenas 17 dias, notamos que estes números se mantêm em relação ao mesmo período de 2017”, conta Robson Luz, gerente de Marketing do portal.

De acordo com a Sondagem do Consumidor - Intenção de Viagem, realizado pelo Ministério do Turismo, para viagens com custo até R$ 2,1 mil, apenas 32,4% da população pretende viajar de avião, enquanto que 23,7% já admitem recorrer aos ônibus no período de novembro do ano passado a maio deste ano.

Nas viagens acima deste valor, as aéreas são as preferidas, em função da longa distância ou por serem destinos internacionais. Destaque também para a preferência por viajar com seu veículo próprio, que supera os 40% na faixa até R$ 2,1 mil e diminui nas demais pelo mesmo motivo da alternativa rodoviária.

De acordo com a sondagem, no Nordeste, as viagens para fora do Estado representaram, em média, 45% do total das realizadas em 2016 e ano passado. Também nos resultados consolidados, o mês de novembro mostrou a queda bruta das viagens de avião, que passaram de 57,1% para 51% em relação a outubro. Enquanto isso, as viagens de ônibus cresceram de 9,7% para 10,9%.

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