quarta, 27 de janeiro de 2021

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Racionamento de água na região de Campina Grande só acaba com fim do volume morto

Francisco José / 11 de março de 2017
Foto: Chico Martins
O racionamento d’água em Campina Grande e nas 18 cidades que são abastecidas pelo Açude de Boqueirão só será suspenso quando o reservatório sair do volume morto. É o que adianta o engenheiro Ronaldo Meneses, gerente regional da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa).  “Quando a gente sair desse volume é que começará a captação de água por  gravidade”, disse Ronaldo, lembrando que a captação continua sendo feita por meio de bombas flutuantes.

O uso do volume morto do Açude de Boqueirão começou em 18 de junho de 2016.  No mesmo dia teve início o racionamento, com a cidade de Campina Grande sendo dividida em duas zonas (norte e sul) e a captação flutuante passou a ser o único processo para levar água à Estação de Bombeamento e em seguida à adutora que leva o produto até a Estação de Tratamento de Gravatá, no município de Queimadas.

No dia 18 de junho do ano passado o manancial acumulava  33 milhões e 865 mil metros cúbicos de água.  O sistema de abastecimento, em sua normalidade, precisa de 1.200 a 1.400 litros por segundo, que formam a chamada  vazão de retirada.

Com a captação flutuante a retirada de água é de apenas 800 litros. Mas por causa do ainda baixo volume (menos de 4% da capacidade de acumulação do Açude) a Agência Nacional de Águas (Ana) só permite a captação de 650 litros por segundo. “Por isso a cidade de Campina Grande foi dividida em duas zonas, sendo suspenso o abastecimento aos sábados e domingos”, ressaltou o gerente regional da Cagepa.

De acordo com Ronaldo Meneses, a suspensão do racionamento deverá ocorrer quando o volume do Açude Epitácio Pessoa estiver se aproximando dos 34 milhões de metros. Mas essa suspensão será de forma gradual.

 

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