segunda, 25 de janeiro de 2021

Transposição
Compartilhar:

Águas chegam, mas Monteiro segue em racionamento

Aline Martins / 22 de março de 2017
Foto: Reprodução
Apesar das águas do Rio São Francisco terem chegado à cidade de Monteiro, no Cariri paraibano, na última sexta-feira (10), os moradores vão continuar em racionamento. O motivo é que o açude de Poções, que abastece o município, está com 4,5% da capacidade do seu volume total cheio. Segundo a Companhia de Água e Esgoto da Paraíba (Cagepa), para diminuir os dias de racionamento é necessário aumentar a vazão. No entanto, isso beneficiaria apenas aqueles residentes na zona urbana, sendo necessário que as prefeituras das cidades beneficiadas com a Integração do Rio São Francisco elaborarem projetos para levar água até essas moradias. Atualmente, 96 cidades estão em racionamento e pouco mais de 30 em colapso.  Nesta quarta (22) se comemora o Dia Mundial da Água, um dia diferente para quem tem a esperança de ter águas nas torneiras de suas casas.

Os últimos dados da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa-PB) sobre o volume dos reservatórios monitorados pelo órgão mostram que nenhum está sangrando. Enquanto 31 estão com capacidade superior a 20%, 38 em observação (quantidade armazenada é inferior a 20%) e 58 ainda estão em situação crítica (inferior a 5%).

O de Poções, por exemplo, que atende a Monteiro, tema apenas 4,5% da sua capacidade. Já o outro reservatório que abastece a cidade, o de Sumé, também está em situação crítica, apenas 4,2%.

“Nós estamos adquirindo dois novos conjuntos de moto-bomba para aumentar a vazão dessa água que vai para Monteiro. Por outro lado também, o açude de Sumé, já pegou um pouco de água e que já abastece aquela região. Eu acredito que daqui a uns 30 dias, estaremos melhorando sensivelmente o abastecimento em Monteiro”, explicou o gerente de Manutenção e Operação da Cagepa José Mota, destacando que diminuiria o racionamento na cidade.

Ele comentou ainda que a Companhia só cuida do abastecimento da área urbana, ficando a responsabilidade da zona rural para os municípios efetuarem projetos para atender a essa área. Em tempos de crise, o Exército é que ajuda com a distribuição de água por meio dos carros-pipas.

Economizar no uso

Ainda de acordo com José Mota, independente de períodos de seca, as pessoas devem economizar o consumo de água.

“A água é um bem finito. Essa questão educativa é muito importante de você só usar o necessário, você não desperdiçar. Mas eu acredito que a população da Paraíba aprendeu muito nos últimos anos, pois foi uma das maiores estiagens da história do nosso Estado e a população tem contribuído muito”, ressaltou, acrescentando o exemplo de Campina Grande, que vive uma crise hídrica, mas a população aprendeu a economizar e ainda hoje é possível encontrar um pouco de água nos reservatórios.

“Onde a água do Rio passar nós vamos fazer uma captação para abastecer a adutora do Congo onde a água passar no Rio Paraíba. Eu acredito que onde está faltando água e a água estiver passando pelo perto, logicamente vai ser beneficiado. A Aesa vai administrar o uso da água”, disse o gerente, destacando que a Agência Executiva de Gestão das Águas monitorar o uso, pois é necessário o controle, através da outorga, para poder utilizar o serviço.

Relacionadas