domingo, 19 de maio de 2019
Trânsito
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Motoristas precisam ter atenção para não colidirem com os blocos soltos na pista

Aline Martins / 20 de março de 2019
Foto: Assuero Lima
Os motoristas que trafegam pela BR-230, nas imediações do viaduto do Geisel, sentido Bayeux, em João Pessoa, reclamam da divisão da pista por meio de gelo baiano. Alguns deles estão quebrados e espalhados pela pista, o que contribui para a ocorrência de acidentes. Para os condutores, isso também tem dificultado a visualização durante a circulação no trecho. No local, muitos condutores excedem a velocidade, o que já gerou alguns acidentes, inclusive com mortes. Por conta disso, também já foi construída uma barreira física antes da subida do viaduto, mas ainda é considerada mal sinalizada.

A divisão por meio do gelo baiano ocorre entre a marginal da rodovia federal e a BR. Ela separa a via para que os veículos que trafegam pela rodovia e tenham interesse de entrar na marginal entre sem provocar acidentes. Já aqueles que estão na marginal não poderão cruzar para subir naquele trecho da rodovia. Porém é perceptível o excesso de velocidade. Durante a reportagem do CORREIO, a equipe flagrou vários carros e caminhões trafegando em alta velocidade mesmo com o tempo chuvoso – uma condição adversa para se manter alerta e evitar acidentes.

A atendente Sandra Daniela já presenciou vários acidentes em diversos horários do dia. “Uma vez uma mulher quase atropelou um pedestre porque não viu essa divisão da pista. Já teve carro que capotou e tudo. Acredito que isso atrapalha bastante quem passa pelo local”, comentou. O motorista Emerson Lima também é contra esse tipo de sinalização. “Atrapalha e muito. Acho que poderiam sinalizar de outro jeito. Só quem passa por aqui sabe como é difícil”, frisou.

"Colocaram uma faixa de pedestre logo no topo da subida da alça. Os motoristas vêm embalados e dão de cara com essa faixa, ocasionando muitas freadas bruscas e batidas, sem contar com o alto risco de alguém se atropelado e morto, o que vai acontecer qualquer dia deses" falou o comerciante Jorge Menezes.

A reportagem entrou em contato com o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit-PB), mas o órgão informou a competência do trecho ainda está sob responsabilidade do Governo do Estado que executou a obra de construção do viaduto.

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