quarta, 20 de janeiro de 2021

Saúde
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Imunoterapia é a aposta de oncologistas contra o câncer

Katiana Ramos / 07 de maio de 2017
Foto: Marcelo Ribeiro
As pesquisas direcionadas para o tratamento do câncer estão focadas na busca por medicamentos com redução nos efeitos colaterais e procedimentos menos invasivos. A imunoterapia é um exemplo de aposta de muitos oncologistas. No Brasil, o procedimento ainda não é realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e o tratamento, que existe na rede particular, com a média de quatro sessões, custa no mínimo R$ 80 mil.

A imunoterapia é um método por meio do qual o sistema imune do paciente, com o uso das substâncias específicas, é estimulado e reage contra os tumores, eliminando as células cancerígenas. O procedimento pode ser usado no tratamento no câncer de pele (melanoma malignos), câncer superficial de bexiga, linfomas, alguns tipos de leucemina e câncer de pulmão.

Atualmente, a quimioterapia é o tratamento de menor custo e mais acessível as pessoas com câncer. Contudo, o oncologista e pesquisador Antônio Carlos Buzaid acredita que, até 2027, a imunoterapia esteja mais acessível e seja a principal arma de combate ao câncer.

“A imunoterapia tem a vantagem de que pode ser usada em pacientes de qualquer idade e, se comparada a quimio, ela tem menos efeitos colaterais. Na área de oncologia pediátrica também há estudos, porém ainda em fases iniciais”, explicou o médico, que é chefe-geral do Centro de Oncologia do Hospital São José da Beneficência Portuguesa (SP), durante o Encontro Latinoamericano de Oncologia, realizado no último dia 2, em São Paulo. O evento foi promovido pela Bayer e Instituto Oncoguia.

O médico lembrou que a imunoterapia possibilita o melhor entendimento das células cancerígenas com relação as drogas que são utilizadas no tratamento do tumor e como ocorre a mutação dessas células.

“O câncer entra no corpo porque o sistema imune falhou. Então, na imunoterapia usamos injeções do medicamento administradas a cada duas ou três semanas. O custo é relativamente alto, por exemplo de R$ 15 a R$ 20 mil por dose, a cada três semanas, que varia de acordo com o peso do paciente”, detalhou Buzaid.

Ao lado da imunoterapia, o médico defende ainda a chamada Terapia Alvo Específica, também com o uso de anticorpos, na qual são utilizados medicamentos que atuam em pontos específicos das células cancerígenas e que também causam menos efeitos colaterais aos pacientes.

Tratamentos

▶ Cirurgia

▶ Quimioterapia

▶ Radioterapia

▶ Hormonioterapia

▶ Terapia Alvo

▶ Imunoterapia

 

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