terça, 26 de janeiro de 2021

Sapé
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Presos de Sapé se revoltam por conta da qualidade da comida do presídio

Luís Eduardo Andrade / 15 de março de 2017
Foto: Reprodução
Os detentos do Presídio Regional de Sapé, que fica a cerca de 40 quilômetros de João Pessoa, se rebelaram na noite desta terça-feira (16), por causa dos alimentos servidos nas refeições. Os presos queimaram colchões e três ficaram feridos.

De acordo com os agentes penitenciários, o tumulto começou por volta das 21h. O Batalhão de Choque da Polícia Militar (PM) foi acionado para intervir, caso fosse necessário. Os apenados queimaram colchões e promoveram desordem nas celas. Três detentos passaram mal por conta da fumaça e tiveram que ser socorridos por viaturas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas já receberam alta e voltaram à unidade prisional.

Segundo o sargento Freire da PM, a confusão se iniciou por conta da insatisfação dos presidiários com as refeições servidas na unidade, além da superlotação. Atualmente, a cadeia conta com 150 detentos, quando sua capacidade máxima é de 90 presos. Mas segundo um membro da Pastoral Carcerária da Arquidiocese da Paraíba, que não quis se identificar, essa realidade não é nenhuma novidade no estado. “As condições nos presídios da Paraíba nunca foram boas. O preso é tratado sem nenhuma humanidade, como um objeto. E o papel da nossa pastoral é justamente trazer um pouco mais de qualidade de vida para que o detento cumpra sua pena e volte ressocializado.”, disse.

Alimentação precária

O integrante da Pastoral ainda comentou que as condições dos presídios de João Pessoa são ruins, mas nas cidades de interior, principalmente do sertão, essas condições são piores ainda. “Os presídios de Patos, Cajazeiras são os piores. Muitas vezes os detentos comem apenas um pão no almoço. Na capital, apesar da superlotação, a alimentação consegue ser regrada. Mas no interior as condições são subumanas.”, concluiu.

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