domingo, 17 de junho de 2018
Política
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Xadrez eleitoral ainda sem xeque-mate na Paraíba

André Gomes / Damásio Dias / 08 de abril de 2018
Foto: Divulgação
Com o fim da janela partidária e do prazo para desincompatibilização, que aconteceu ontem, o jogo político das eleições deste ano começa a apresentar vários cenários, tanto na base do Governo do Estado como também da oposição. Diante do fico do governador Ricardo Coutinho (PSB), as últimas horas do prazo de desincompatibilização foram de muitas discussões e encontros secretos no sentido de mudar ideias e decisões sobre estar ou não na chapa majoritária que buscará o comando do Palácio da Redenção e as duas vagas que cabem à Paraíba no Senado.

As peças do xadrez político vão continuar se movendo em direção ao objetivo que é a vitória nas urnas em outubro. Até o fechamento desta edição, no meio da tarde de ontem, muitas conversas ainda eram realizadas entre Campina Grande e a Capital, onde estão sediados os principais personagens dessa disputa pela sucessão de Ricardo, Cássio e Lira.

O anúncio de fico por Luciano Cartaxo, prefeito da Capital, e por Romero Rodrigues, de Campina, também foram ‘tentados’ a voltar atrás e entrar e m na disputa do governo estadual ou apenas indicarem representantes. Sem Ricardo, Luciano ou Romero nas cabeças de chapa, com certeza eles vão continuar agindo pela prevalência de suas correntes. O atual governador quer continuar através de aliado. Os demais vão ter que convencer que têm o melhor projeto. A decisão, porém, estará com o eleitor.

Governistas ainda discutem 2 vagas

O PSB saiu na frente ao lançar a pré-candidatura de João Azevedo ao Governo do Estado ainda em 2017. Com o anúncio feito pelo governador Ricardo Coutinho de que fica a frente da gestão, até o dia 31 de dezembro, a majoritária começa a ser definida. Com essa decisão, Ricardo abre a possibilidade de negociar duas vagas na chapa. Uma de vice-governador e outra de senador, já que João disputará o Governo e o deputado federal Veneziano Vital do Rêgo tentará uma das duas cadeiras para o Senado.

Nessa perspectiva o PSB sai com João e Veneziano para iniciar as negociações com as legendas aliadas. Para os espaços vagos, dois partidos já se colocam na disputa, o Democratas e o PTB. Pelo Democratas o nome mais forte para compor a majoritária é o do ex-senador Efraim Morais e no PTB a indicação é para o também ex-senador Wilson Santiago.

O pré-candidato João Azevêdo disse que vai conversar com todos os partidos aliados para definir o restante da chapa. Essa escolha deve ficar para perto das convenções no mês de julho. “Tudo será dialogado e construído em conjunto”, afirmou.

Buscando nome

Nas oposições existem pelo menos três possibilidades para composição de uma chapa majoritária. Contando com uma permanência do prefeito Luciano Cartaxo na Prefeitura da Capital, os oposicionistas apresentaram o nome do deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) como candidato ao Governo do Estado, tendo o vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Junior (PSC) como vice-governador e nas vagas para o Senado, o senador Raimundo Lira (PSD) e o executivo Lucélio Cartaxo (PV).

Nesse cenário, Cássio Cunha Lima sairia candidato a deputado federal. Em outra possibilidade a oposição teria uma chapa formada por Lucélio Cartaxo como candidato a governador, tendo como vice a primeira-dama de Campina, Micheline Rodrigues (PSDB) e ao Senado Cássio e Lira. Pedro disputaria a reeleição para a Câmara. Nessa composição, Manoel Junior sairia candidato a federal. Em outro cenário, o mais desejado entre os oposicionistas, a chapa seria formada por Luciano Cartaxo para governador, o vice ainda estaria aberto já que Cartaxo manteve conversa com a vice-governadora Lígia Feliciano (PDT), e Cássio e Lira compondo as vagas para o Senado. Lucélio e Pedro sairiam a deputado federal.

MDB ainda está no páreo

O senador José Maranhão se mantém irredutível quanto a sua pré-candidatura ao Governo do Estado. Mesmo assim, ainda continua conversando com caciques de outras legendas a exemplo do PSDB. Ontem mesmo encontrou Cássio e Romero para tratar do momento e do futuro.

Mesmo com o partido esvaziado, depois da saída de nomes importantes como Veneziano Vital, Manoel Junior, Raimundo Lira e Ricardo Marcelo, o senador Maranhão disse que a legenda continua forte e unida em prol de uma candidatura própria ao Governo do Estado. “Muitos medalhões talvez estejam olhando para vocês (os novos filiados) de cima para baixo. Eles sempre se elegeram por falta de opção. Agora, vão se sentir ameaçados por formiguinhas”, destacou o senador durante novas filiações na sexta-feira. Maranhão ainda tenta atrair partidos para apoiar sua pré-candidatura.

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