sábado, 16 de janeiro de 2021

Política
Compartilhar:

Wellington Roberto não descarta conversas com outros partidos para eleições

Francisco Varela Neto / 23 de janeiro de 2018
Foto: NALVA FIGUEIREDO
O deputado federal e presidente do PR no estado, Wellington Roberto, disse durante entrevista ao programa Correio Debate, da 98 FM, que o partido continua na base do governador Ricardo Coutinho mesmo depois que o seu filho, Bruno Roberto, entregou o cargo de secretário de Esportes. Apesar disso, o parlamentar não descartou abrir um canal de diálogo com o senador José Maranhão (MDB) e com o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), mesmo admitindo que não tem muita afinidade com o gestor.

“Existiu alguma cogitação na época no pleito aqui na capital do estado aonde se disse que o PR apoiaria Luciano Cartaxo. Nunca existiu isso, eu não tenho nenhuma afinidade com o atual prefeito apesar de respeitá-lo. Eu continuo na base do governo do estado”, disse o deputado.

Ele também fez questão de esclarecer a polêmica que gira em torno da saída de seu filho, Bruno Roberto, da Secretaria Estadual de Esportes, e poderia se apresentar com um possível distanciamento de seu partido, o PR, do PSB do governador Ricardo Coutinho.

“Eu acredito que a gente tem que dar um ponto final nessa questão da entrega do cargo de Bruno Roberto, eu quero em primeiro lugar dizer que não houve reivindicação de cargo algum, por parte do PR. Eu estive com o governador o ano passado por duas vezes e fiz ver a necessidade de Bruno entregar e pedir uma substituição e o governador pediu que acontecesse agora no início do ano e assim o fiz”, explicou.

O deputado revelou que existia uma inviabilidade, inclusive com boicotes, na gestão de seu filho na secretaria. “Existia uma inviabilidade da gestão dele. Pessoas que trabalham lá boicotaram, pessoas de dentro do governo mas isso acontece e não existia estrutura, não existiam recursos”, afirmou.

Consulta a padre sobre Dilma

O deputado federal Wellington Roberto (PR) fez uma revelação sobre seu posicionamento na votação do impeachment da ex-presidente Dilma, quando, naquela oportunidade, votou a favor da petista. De acordo com o parlamentar, antes de ir à Câmara, ele fez questão de passar em uma igreja e consultar um padre para que lhe orientasse naquela importante decisão. O padre o aconselhou a seguir o que sua consciência dizia.

“Eu votaria dez vezes contra se fosse submetida a dez processos de impeachment. Eu acho que naquele tempo quando houve a votação eu fui massacrado não só pela imprensa como na parte política, eu paguei um preço muito alto, mas eu tomei uma decisão agindo de acordo com minha consciência. Eu visitei uma igreja naquele dia, tive uma conversa com o padre e ele me disse para agir de acordo com minha consciência e naquele momento analisando a situação, vi que o CPF da ex-presidente Dilma estava limpo com está até hoje”, contou.

Segundo ele, seu posicionamento em relação às reformas que estão sendo votadas na Câmara vai ser contrário ao que é proposto pelo Governo. “Eu já antecipei minha posição com essas reformas quando votei contra o presidente Temer nas denúncias contra ele. Eu não voto na reforma trabalhista, apesar de ser necessário se fazer uma reforma, mas não agora como está se apresentando”, disse.

Relacionadas