terça, 29 de setembro de 2020

Política
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Veneziano nega insatisfação com Maranhão, mas pede humildade ao presidente

Rammom Monte / 19 de janeiro de 2017
Foto: Arquivo
A crise no PMDB parece tomar proporções diferentes a cada dia que passa. Nesta quinta-feira (19), o deputado federal Veneziano Vital do Rêgo voltou a falar sobre o que ele considera a "diminuição da legenda. Porém, ele não deixou claro se de fato há uma ala dissidente que está tentando derrubar o atual presidente estadual, senador José Maranhão, embora alguns integrantes do partido estejam se reunindo nos últimos dias para debater o tema. Ele negou insatisfação com o líder, mas pediu humildade a ele.

“O que nós temos discutido é a necessidade de retomarmos o partido, não é em relação a Maranhão. Sempre enfatizei a importância de Maranhão, apenas nós temos dito que há de ter humildade de compreender e reconhecer que o partido caiu drasticamente nas últimas eleições. O partido não pode ser dirigido, e não é a figura do presidente, mas não pode ser conduzido sem que todos os seus integrantes deixem de ser ouvidos, é o que estamos falando. O PMDB precisa de Maranhão, de Manoel Júnior, mas também precisa de todos os componentes, vereadores, prefeitos, todas as lideranças, não para ficar da forma que estamos. Falei recentemente é a necessidade enfrentarmos a situação de um partido que perdeu musculatura”, disse.

Perguntado sobre a críticas de José Maranhão de que alguns peemedebistas estão indicando cargos no governo do Estado e que fizeram aliança apenas em busca de espaço no poder, Veneziano disse não se tratar dele e atacou o senador.

“Não é dirigida a mim. Primeiro ponto, tenho respeito e carinho especialíssimo pelo senador Maranhão, e não quero que estas discussões e as minhas opiniões, que não são isoladas, são majoritárias, em relação a triste realidade com qual estamos convivendo no nosso PMDB, possa parecer com algo que diga respeito a Maranhão, mas ele não deve ter dito em relação a mim", rebateu.

Veneziano alegou que o apoio a Ricardo Coutinho é pela crença de que ele é o melhor nome para a Paraíba. "Nós apoiamos o governador Ricardo com a convicção de que estaríamos apoiando o melhor nome. Não faço por troca, se eu fizesse por troca poderia postular mais espaço, eu fiz, como a maioria do PMDB fez, por convicção por votar em um candidato mais próximo ao que defendemos. Se suas declarações tenham sido neste sentido, ele deve ta olhando para ele próprio, porque quem teve oportunidade de ocupações administrativas no governo de Ricardo Coutinho, foi o próprio Maranhão, que é algo natural diga-se de passagem, este debate não deve ser encaminhado por esta via”, disparou.

O deputado também comentou sobre o adiamento da reunião do PMDB marcada inicialmente para esta sexta-feira (20). Segundo ele, isso não pode ser “ad infinitum”. “Eu soube (do adiamento) pelo senador Lira e depois através dos meios de comunicação do PMDB. Não vejo problema, apenas não podemos, em minha opinião, não concordo que a reunião que deveria ser realizada, possa ser postergada ad inifintum, eu não concordo. Não pode se tornar um discussão só a público, precisa ser enfrentada conosco, que todos são importantes, se foi cancelada amanhã, não pode ser cancelada sem uma nova data, não pode deixar para ser no fim de fevereiro ou março. O PMDB precisa estar em contato”, finalizou.

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