terça, 16 de julho de 2019
Política
Compartilhar:

Tribunal de Justiça estuda desinstalar 15 comarcas e deputados reagem

André Gomes / 13 de setembro de 2017
Foto: ALPB
A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou, nesta quarta-feira (13), uma Sessão Especial para discutir o estudo feito pelo Tribunal de Justiça (TJPB) que defende o fechamento de 15 comarcas no estado, que passariam das 79 atuais para 64, prejudicando mais de 230 mil paraibanos, segundo dados da Associação dos Analistas e Técnicos do Poder Judiciário da Paraíba (Astaj).

O TJPB sugere a desinstalação das comarcas de: Araçagi, Bonito de Santa Fé, Cabaceiras, Cacimba de Dentro, Caiçara, Coremas, Cruz do Espírito Santo, Lucena, Malta, Paulista, Pilões, Prata, Santana dos Garrotes, São Mamede e Serraria. Estas poderão ser agregadas pelas seguintes unidades judiciárias, respectivamente: Guarabira, Conceição, Boqueirão, Araruna, Belém, Piancó, Sapé, Santa Rita, Patos, Pombal, Arara, Sumé, Piancó, Santa Luzia e Arara.

O presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Gervásio Maia (PSB), ressaltou que é preciso se chegar a um consenso para que a população não seja prejudicada com o fechamento das comarcas. “O mais importante é o diálogo, que esse assunto seja profundamente discutido para os que mais precisam não sejam prejudicados. Nesse sentido, a Casa adotará todos os esforços que lhe compete a favor da população mais humilde”, afirmou, lamentando a falta de um representante do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB).

A deputada estadual Camila Toscano (PSDB) pediu que a população se una contra decisão do Tribunal de Justiça de desinstalar as 15 comarcas. Para a parlamentar, a iniciativa é totalmente danosa porque retira do povo o acesso à Justiça, além de gerar prejuízos financeiros aos paraibanos.

“Se fechar essas comarcas, quem vai pagar as passagens para Dona Maria ou Seu José de uma cidade para outra para ter o cesso a Justiça? em muitos casos as pessoas irão andar até 80 km para ter esse acesso. A classe política deve se unir, mas as pessoas também devem reivindicar. Os desembargadores precisam sentir a pressão, o apelo das ruas”, destacou a deputada.

Relacionadas