sexta, 22 de janeiro de 2021

Política
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Solicitação de tropas federais para Campina Grande repercute na Assembleia

Alexandre Kito / 20 de outubro de 2017
Foto: Reprodução
A solicitação das tropas federais para Campina Grande, a pedido do vice-presidente da Câmara dos vereadores da cidade, Márcio Melo (PSDC), repercutiu entre os deputados na Assembleia Legislativa, durante a sessão ordinária de ontem.

A socialista Estela Bezerra classificou a postura do parlamentar de autoritária e alegou que a iniciativa privada também tem obrigação de garantir a segurança dos estabelecimentos. Os deputados de oposição rebateram a crítica e afirmaram que o Governo do Estado é quem deveria oferecer segurança ao município. O tema gerou polêmica e Estela Bezerra justificou que a Polícia precisa atuar na inteligência. Ela acredita que os comerciantes também têm obrigação de garantir segurança. “Não é uma obrigação de a Polícia proteger os negócios. É uma obrigação de a Polícia proteger a sociedade, tanto é que banco tem que ter segurança e comércio tem que desenvolver sistemas de segurança compartilhados para poder contribuir com a Segurança”, disse a socialista.

A deputada classificou o pedido do vereador de autoritário. “A idéia de que o Exército e as Forças Armadas vão ocupar uma função civil, é uma ideia vigente de quem está construindo a possibilidade, a seqüência de um golpe. Um golpe que primeiro destituiu nosso direito de votar, nossa soberania popular, e agora busca fazer com que as instituições percam a credibilidade total e que o Exército seja o salvador da pátria. Então, o que nós estamos vivendo aqui não uma questão isolada, de um vereador preocupado com Campina Grande, provavelmente ele não está preocupado com Campina, ele não sabe o que é uma cidade ser ocupada pelas forças armadas” explicou Estela Bezerra.

O deputado de Campina Grande, Guilherme Almeida (PSC), culpou o Governo do Estado pela ‘onda’ de violência em Campina Grande e disse que a segurança da cidade deve ser realizada pelo Executivo. “Sou favorável à força estadual e acho que o Governo tem que se fazer presente, pois Campina Grande está abandonada nesse sentido. A instituição da Câmara de Dirigentes Lojistas não tem mais a quem recorrer. Nós temos feito apelos aqui na Casa e os bandidos estão atuando em uma cidade que está sem lei. O Estado tem que tomar providências ao invés do secretário de segurança ficar discutindo política”, acusou Guilherme Almeida.

Exagero

O deputado Renato Gadelha (PSC) classificou de exagerada a solicitação de reforço do Exército feita pelo vereador Márcio Melo. O parlamentar reconheceu a gravidade do problema da violência na cidade, mas acredita que não há necessidade das Forças Armadas no local. “O clima em Campina Grande não é para isso, mas é muito grave.

É preciso medidas que deem um fim a essa onda de violência na cidade. Acho que a medida de forças não será aceita pelo Governo Federal e não acredito que há necessidade ainda”, ressaltou o deputado Renato Gadelha.

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