segunda, 23 de novembro de 2020

Política
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Servidores ocupam Assembleia e querem presença do governo no debate da MP 242

André Gomes / 01 de março de 2016
Foto: Arquivo
A audiência pública realizada ontem na Assembleia Legislativa da Paraíba com o objetivo de debater a Medida Provisória 242 editada pelo Governo do Estado para não cumprir a bata base dos servidores acabou com a ocupação do plenário da Casa por representantes do serviço público. A decisão foi tomada depois que nenhum representante do Executivo compareceu à audiência. Os servidores afirmaram só deixam o local após abertura de diálogo.

“A falta de respeito do Governo do Estado em enviar ao menos um representante para dialogar com as categorias mostra a falta de compromisso com o serviço público”, disse Nelson Júnior, representante dos servidores da Universidade Estadual da Paraíba. “Vamos ocupar e nos manter na Assembleia esperando que o Governo inicie o diálogo, pois não há outra saída para esta situação”, completou.

O deputado Bruno Cunha Lima (PSDB) disse que o Governo desrespeita os servidores tanto com a MP 242, quanto com a falta de atenção de não ter enviado nenhum secretário para discutir com o funcionalismo que aguardava a audiência pública. “A MP desrespeita conquistas constitucionais dos servidores, se não de aumento, mas pelo menos de reposição da inflação nos seus salários”, disse.

A audiência foi encerrada às 15h pelo deputado Ricardo Barbosa, que presidia a sessão, sob a alegação de contenção de gastos na Casa. Dos governistas, apenas ele, Estela Bezerra e Hervázio Bezerra participaram da audiência. Os deputados da oposição estiveram presentes.

Até o fechamento desta edição, os servidores continuavam ocupando o plenário da Assembleia. As discussões mais aprofundadas sobre a MP devem continuar na Casa até sua apreciação pela CCJ e o plenário.

Questão de responsabilidade

Ontem o governador Ricardo Coutinho disse que a edição da Medida Provisória 242, que suspende os efeitos da data-base dos servidores, é questão de responsabilidade devido à situação financeira do estado e do país. “Por força das circunstâncias, estou tendo temporariamente que suspender os efeitos até uma melhoria no cenário”. Na ocasião, Ricardo afirmou que a suspensão da data-base será temporária. “Eu não posso brincar de dar reajuste e depois não pagar”, declarou.

Cássio reúne oposição para afinar discurso

Os deputados que compõem a bancada de oposição na Assembleia Legislativa participaram ontem de uma reunião com o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) para traçar estratégias e afinar os discursos sobre projetos e medidas adotadas pelo Governo do Estado e que estão tramitando na Casa.

O senador disse que a reunião aconteceu para ouvir os deputados que compõem a base oposicionista sobre diversos temas, incluindo a manifestação pelo afastamento da presidente Dilma Rousseff que acontece no próximo dia 13. Na ocasião, Cássio elogiou a atuação da bancada na Casa Epitácio Pessoa.

“A oposição tem sua representação e o PSDB tem nos deputados Camila Toscano, Bruno Cunha Lima, Tovar Correia Lima e Dinaldinho Wanderley uma representação muito ativa, muito competente”, destacou o tucano.

De acordo com o deputado Tovar Correia Lima, o encontro foi positivo. Ele disse que cada parlamentar teve a oportunidade de falar sobre diversos temas e entre eles a Medida Provisória 242 que está tramitando na Assembleia Legislativa e que congela os subsídios dos servidores públicos estaduais.

Para a deputada Camila Toscano, é importante a realização desse tipo de encontro com o senador Cássio. “Fomos ouvidos e demos nossas opiniões sobre o processo eleitoral em diversos municípios”, disse.

A reunião contou com as presenças dos deputados Camila Toscano, Dinaldinho Wanderley, Tovar Correia Lima, Renato Gadelha (PSC), Jutay Meneses (PRB), Manoel Ludgério (PSD) e José Aldemir (PEN).

Além da MP 242 os deputados falaram da sucessão municipal em João Pessoa e em Campina Grande.

Partidos comandarão manifestações no país

O senador Cássio Cunha Lima propôs que as manifestações em todo Brasil pela saída da presidente Dilma Rousseff (PT) da presidência seja coordenada pelos partidos políticos após o ato marcado para o próximo dia 13. Hoje as manifestações são coordenadas pelos Movimentos Brasil Livre e Vem Pra Rua.

“Os movimentos de rua são extraordinários, são legítimos, tem o nosso apoio, a nossa solidariedade, mas é chegada a hora dos partidos assumirem esse processo porque não se terá um desfecho fora da política”, destacou o senador.

Leia mais no Jornal Correio da Paraíba.

 

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