sábado, 16 de janeiro de 2021

Política
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BOMBA RELÓGIO: Sérgio Machado vira pesadelo no PMDB

Redação do Jornal Correio /Com Agências / 27 de maio de 2016
Foto: Agência Brasil
A delação do ex-presidente da Transpetro, de acordo com O Globo, não se resume a gravações de conversas que teve com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), com o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) e com o senador e ex-ministro do Planejamento Romero Jucá (PMDB-RR). Sérgio Machado também teria aberto a caixa de ferramentas, em série de depoimentos, sobre a arrecadação de dinheiro de origem ilegal para políticos aliados, entre eles os três peemedebistas, cujas gravações foram divulgadas pela Folha de S. Paulo.

Não foi possível esclarecer até o momento se o ex-presidente da Transpetro falou sobre arrecadação para campanha ou para benefício pessoal dos personagens citados por ele.

Na série de depoimentos, Machado se dispôs a contar detalhes de todas as ilegalidades de que teve conhecimento, no período em que comandou a estatal sob a proteção de um grupo de políticos do Senado, entre eles alguns dos principais nomes do PMDB.

Certo de que não havia retorno do caminho escolhido, Machado respondeu a todas as perguntas dos investigadores da Procuradoria-Geral da República e sem qualquer restrição. O ex-senador estava disposto a contar tudo o que sabia de seus ex-padrinhos políticos.

De acordo com fontes do jornal carioca, o ex-senador não queria correr o risco de perder total ou parcialmente os benefícios da delação como pode acontecer com delatores que fizeram acusações seletivas.

Machado decidiu partir para a delação no início do ano, quando descobriu que o executivo de uma empreiteira apontou uma conta usada por ele para movimentar dinheiro ilegal. A partir daí, o ex-senador passou a gravar conversas e recolher provas das irregularidades de que teve conhecimento, especialmente no período que presidiu a Transpetro (subsidiária da Petrobras).

 

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