quarta, 19 de dezembro de 2018
Política
Compartilhar:

Romero vai criar comitê contra a crise hídrica

Francisco José e Rammom Monte / 05 de outubro de 2016
Foto: Nalva Figueiredo
Em sua primeira coletiva de imprensa depois da eleição de domingo (2), o prefeito reeleito Romero Rodrigues (PSDB), anunciou nesta quarta-feira (5) no Teatro da Facisa, a formação de um comitê de monitoramento da crise hídrica pela qual está passando a cidade de Campina Grande. Ele também informou que, já está articulando com os integrantes da representação paraibana no Congresso Nacional, uma audiência com o presidente Michel Temer. Nessa audiência, deverá ser solicitada ao Presidente, celeridade nas obras de transposição de águas do Rio São Francisco para o Estado da Paraíba.

O comitê de monitoramento será formado por representantes da Associação Comercial, Câmara de Dirigentes Lojistas, União Campinense de Equipes Sociais (Uces) – que reúne as sociedades de amigos de bairro; Clubes de Mães; Federação das Indústrias da Paraíba; e representantes de Campina Grande na Assembléia Legislativa. “Eu não quis politizar a crise durante as eleições. Mas agora vamos criar uma comissão para cobrar. Independentemente da Prefeitura vamos continuar cobrando do Governo do Estado, do Governo Federal, a celeridade na transposição do São Francisco”, sustentou Romero.

O prefeito reeleito afirmou que pretende ir à Brasília com os integrantes da comissão de monitoramento, para uma audiência com o presidente Michel Temer. Para pedir a aceleração das obras de transposição. No que se refere ao abastecimento d’água Romero lembrou que, o responsável por essa tarefa é o Governo do Estado por meio da Cagepa. “Ela deve satisfações a Campina e o Governo precisa mostrar qual o plano B para a cidade em termos de abastecimento”, disse.

No entendimento do prefeito Romero Rodrigues é preciso saber, de fato, quando e de que forma a transposição chegará ao município paraibano de Monteiro. O tucano cobrou ao Governo do Estado as ações visando à estruturação do trajeto a ser percorrido pelas águas da transposição até o Açude de Boqueirão, único reservatório responsável pelo abastecimento d’água de Campina Grande e mais 18 cidades.

De acordo com Romero os prefeitos dessas cidades serão também convidados a integrar o comitê de monitoramento da crise hídrica. “Já a partir da próxima semana quero estar fazendo reunião com todos os prefeitos e prefeitas eleitas dessas cidades que são abastecidas pelo Açude Epitácio Pessoa”, falou Romero Rodrigues.

Planos para 2018

À tarde, Romero participou do programa Correio Debate, da rádio 98 FM/Correio Sat. Perguntado sobre se irá cumprir os quatro anos de mandato ou se pretende disputar algum cargo no pleito de 2018, o prefeito se esquivou e afirmou que está focado apenas em Campina Grande.

“O chamamento que eu recebi foi de mais de 138 mil campinenses. Meu compromisso é com essas pessoas. Meu foco é Campina Grande. Minha intenção é esta. Não consegui nem refletir ainda sobre o processo eleitoral. O chamamento é este, da população campinense e vamos honrar essa confiança”, afirmou.

Outro assunto abordado por Romero foi a mini reforma política, que alterou os rumos da campanha eleitoral deste ano. E foi justamente neste tópico que o prefeito reeleito deu uma declaração no mínimo inusitada: afirmou ser contra a reeleição.

“Em relação ao processo de reeleição, sou contra. Usei porque o direito me faculta. Eu sou contra este modelo, este processo. Sou a favor de eleições unificadas e não de 2 em 2 anos. Tem que pessoas que abusam. E aí teria uma ampliação do tempo para 5 ou 6 anos, no máximo, sem reeleição. A eleição se tornou dificílima. Foi uma campanha de muita emoção e pouca propaganda”, finalizou.

Relacionadas