terça, 26 de janeiro de 2021

Política
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Roberto Paulino quer unir oposição e situação e projeta chapa com Lira, Cássio e Ricardo

Gabriel Botto / 17 de março de 2017
Foto: Arquivo
O ex-governador Roberto Paulino (PMDB) projeta oposição e situação do mesmo lado nas eleições de 2018 e já aponta a possível chapa majoritária, que para ele tem que ter o senador Raimundo Lira (PMDB) como candidato ao governo. Na disputa para o Senado Federal, ele indica o governador Ricardo Coutinho (PSB) e o senador Cássio Cunha Lima, que já caminharam juntos em 2010, mas atualmente são adversários ferrenhos.

Segundo Roberto Paulino, Lira tem o poder de juntar o PMDB, PSDB e PSB em uma chapa só, assim como costurou uma aliança nacional com os senadores. "Lira poderá fazer aqui na Paraíba o mesmo que conseguiu fazer em Brasília, onde uniu lideranças de vários partidos em um único objetivo. Aqui ele pode unir lideranças como Maranhão, Cássio e Ricardo em uma chapa só", disse Roberto Paulino em entrevista à rádio Correio Sat/98FM.

Em um grande embate de lideranças do PMDB da Paraíba sobre a conjuntura política para as eleições de 2018, Roberto Paulino foi mais um entre os vários caciques do partido que emitiram opiniões sobre possíveis nomes para a disputa do próximo ano. Contudo, algumas divergências veladas ainda colocam a legenda dentro de um grande impasse.

Nome mais cotado por Paulino, Raimundo Lira, por exemplo, apontou que o nome certo para o governo do estado é o do senador José Maranhão. Já o vice-prefeito de João Pessoa Manoel Junior tratou logo de dizer que não tem nada definido em torno disso. No meio do fogo cruzado, Maranhão alegou que só sairá candidato se houve "um clamor popular" de seus companheiros de partido.

2002

Lembrando do passado, Paulino destacou que nas eleições de 2002 sofreu muito com a doença de sua esposa, mas disse que José Maranhão sempre o ajudou e que ele foi fundamental para a grande votação obtida.

"Em 2002 fui bastante prejudicado politicamente pelos problemas de saúde de minha mulher, mas sou grato a Maranhão, pois ele sempre esteve disposto a me ajudar e naquela ocasião não foi diferente", completou o ex-governador.

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