terça, 20 de abril de 2021

Política
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Ricardo admite possibilidade de cortes de despesas e atraso no pagamento da folha

Alexandre Kito / 21 de outubro de 2016
Foto: Nalva Figueiredo
 

O governador Ricardo Coutinho (PSB) afirmou, nesta terça-feira (21), durante evento no Palácio da Redenção, que não sabe ainda como vai fazer para cumprir o compromisso de pagar a folha de pessoal a partir de janeiro. A dificuldade, segundo ele, ocorre em virtude da queda nos repasses federais ao Estado. Ele admitiu a possibilidade de cortes, mas alegou que não sabe ainda de onde cortar. Na ocasião, o governador fez críticas à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) - que estabelece um teto para o aumento dos gastos públicos pelos próximos 20 anos - e cobrou o repasse do Governo Federal para conclusão da obra do viaduto do Geisel.

Questionado sobre o equilíbrio financeiro do Estado, Ricardo Coutinho destacou que os estados dependem muito da economia nacional e que o problema não está na Paraíba, mas sim na retração violenta da economia nacional que não dá sinais de recuperação. Preocupado com a folha de pagamento dos servidores estaduais, ele disse que não tem como prevê se vai conseguir pagar os funcionários em dia, a partir do próximo ano. "O recurso do Fundo de Participação dos Estados (FPE) cai, mas nossas despesas não, pois ainda não paralisamos obras, não fechamos postos e estamos fazendo tudo para não diminuir nada e não desempregar nem prejudicar muita gente", garantiu.

Porém, o governador admitiu a possibilidade de cortes de despesas na administração estadual para compensar as quedas de arrecadação que comprometem os repasses federais. Ele explicou que de janeiro a setembro deste ano, o imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) não foi maior do que o FPE, que é a transferência de recurso da união para os estados. Há noves meses o ICMS está maior em 32%. "É evidente que deve ter mais cortes. Agora, eu não sei de onde, porque quando você chega ao osso, não da mais para você cortar. Estamos numa situação extremamente delicada", disse.

*Leia mais da entrevista do governador na edição deste sábado do Correio da Paraíba.

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