quarta, 12 de maio de 2021

Política
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Registro de candidaturas termina sem TSE garantir transparência sobre bens

Redação / 17 de agosto de 2018
Foto: Reprodução
O prazo para registro de candidaturas terminou na quarta-feira sem que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) tivesse atualizado o sistema para permitir o detalhamento dos bens declarados pelos candidatos.

Presidente da corte até terça-feira, o ministro Luiz Fux havia se comprometido com a alteração do sistema depois que a Folha de S.Paulo revelou que o tribunal promoveu mudanças no sistema, restringindo a transparência em relação ao patrimônio dos candidatos.

Nas disputas anteriores, os políticos tinham que listar seus bens de forma detalhada, com tipo, descrição e valor.

Ao declarar a posse de um apartamento, por exemplo, normalmente eram descritos o endereço, tamanho e outras características.

Nesta, foi informado ao eleitor apenas que o candidato tem um apartamento e o seu valor, sem indicação de endereço, cidade, estado ou tamanho.

Na quinta-feira da semana passada, o TSE informou que faria a alteração e que os partidos cujos candidatos já declararam bens à Justiça Eleitoral serão intimados para complementar as informações prestadas.

Procurado, o tribunal informou que os técnicos da corte estão tralhando nesta questão e que o sistema deverá ser atualizado em breve.

Os 13 candidatos à Presidência da República declararam patrimônio somado de R$ 834 milhões, em uma curva que parte do zero e chega a quase meio bilhão.

Os mais ricos, disparados, são João Amoêdo (Novo), que fez carreira como executivo do setor bancário, com R$ 425 milhões, e o ex-ministro da fazenda Henrique Meirelles (MDB), que já presidiu o BankBoston, com R$ 377 milhões.

Na linha extrema oposta está o bombeiro militar Cabo Daciolo (Patriota), que apesar de ser deputado federal desde 2015, com salário mensal de R$ 33,7 mil, afirmou não ter bem.

A relação patrimonial dos candidatos deve ser vista com reserva, porque a lei é bem permissiva nesse ponto, sendo raríssimos os casos de punição em relação a quem apresenta dados divergentes.A Receita Federal não permite que contribuintes atualizem o valor de seus imóveis na declaração anual, já que, se isso ocorresse, teria perda de arrecadação no momento da venda do bem.

 

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