quarta, 21 de outubro de 2020

Política
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Reforma política:Deputados instalam comissão que vai avaliar temas como fim das coligações e financiamentos

André Gomes / 30 de outubro de 2016
Foto: Divulgação
Após dez anos de insucesso, o Congresso iniciou mais uma tentativa de realizar mudanças profundas nas regras políticas e eleitorais. Desde 1985, só foram aprovadas mudanças pontuais, seja pelo próprio Congresso, seja por determinação do Judiciário.

Já foram pelo menos cinco reformas políticas sem sucesso. Mesmo assim, grande parte da bancada paraibana acredita que desta vez a reforma sai.

Há também aqueles que não acreditam numa reforma profunda, a exemplo do deputado Pedro Cunha Lima (PSDB). Ele acredita que para isso acontecer, é necessária a instalação de uma assembleia específica, ou seja, uma constituinte exclusiva para debater tão somente a reforma política, sem haver a possibilidade de reeleição dos que estarão fazendo parte dessa assembleia.

Para o deputado tucano, do ponto de vista institucional a assembleia será o melhor desenho para que haja de fato uma mudança significativa. “Porque se não, a gente vai ficar nas superficialidades”, afirmou, lembrando que a reforma política foi votada em vários pontos pela Câmara no ano passado. E segundo Pedro, não passou por uma razão óbvia. “Você não pode buscar a solução de quem vive do problema. Os parlamentares que estão aqui, inclusive eu, chegaram através do atual sistema”.

O professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e cientista político Lúcio Flávio acredita que os parlamentares modificarão pontos importantes na reforma por conta da pressão da sociedade. Ele acredita que pontos essenciais como o fim das coligações, cláusula de barreira, retorno do financiamento privado e votação em lista fechada devem fazer parte das discussões no Congresso. “Os parlamentares devem isso a sociedade que está cobrando. É preciso realizar uma reforma política mais profunda, ainda mais devido às denúncias de corrupção que envolvem a maioria dos partidos”, afirmou.

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