domingo, 15 de setembro de 2019
Política
Compartilhar:

Qualidade no trabalho e geração de economia serão prioridades no TJPB

André Gomes / 05 de julho de 2019
Foto: Nalva Figueiredo
Mesmo com o descongelamento do orçamento previsto dentro da Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) para o próximo ano, o presidente do Tribunal de Justiça (TJPB), desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, disse nessa quinta-feira (4), durante entrevista ao programa Correio Debate da TV Correio, que a prioridade será manter a adoção de uma política de qualidade nos trabalhos e a geração de economia. De acordo com o presidente, que está há cinco meses no comando do Poder Judiciário, reestruturações foram feitas para garantir mais produtividade e celeridades nas ações.

“Nesses cinco meses a frente do Judiciário, garantimos o enxugamento da máquina administrativa com a redução pela metade dos cargos comissionados. Também incrementamos o setor de tecnologia da informação com o ‘Digitaliza’ para que até o término do biênio, no próximo ano, não tenhamos mais processos de papel, o que vai gerar uma grande economia”, destacou o presidente.

Ele revelou ainda que chegou a remanejar um total de R$ 7 milhões do segundo grau para criação de cargos no primeiro grau, principalmente no interior, onde foi detectado um excesso de trabalho para poucos servidores.

O presidente disse ainda que também foi iniciado o remanejamento da força de trabalho do Tribunal para que comarcas com poucos servidores tenham um equilíbrio maior de força laboral. Segundo Márcio Murilo, foram realizadas remoções de servidores e não está descartado o fato de agregar algumas Varas e Comarcas que por ventura um estudo técnico demonstre que não justifica a sua permanência.

“A nossa ideia é de não descartar nenhum plano que gere economia e dinâmica de trabalho para que o jurisdicionado tenha um Judiciário mais célere. Um exemplo é Cruz do Espírito Santo que é colado a Santa Rita e temos que manter dois Fóruns. Manter um Fórum é muito caro, pois temos que pagar postos de vigilância, pagar água, energia, servidores para limpeza. Então o estudo vai mostrar se podemos fazer uma unificação, uma vez que a população não precisa mais ir ao Fórum para acompanhar seu processo, que é digital e pode ser visto pelo celular”, afirmou o presidente.

Sobre o orçamento, Márcio Murilo disse que o Tribunal de Justiça passou três anos com o orçamento congelado e que este ano teve que ser realizada uma suplementação no orçamento ou não seria possível fechar a folha de pagamento até o final do ano. “O governador foi sensível a essa reivindicação e está fazendo um pequeno repasse mensal para que possamos fechar as contas”, disse.

De acordo com o presidente, o descongelamento do orçamento do Judiciário para o próximo ano em dois anos de inflação pela via do IPCA ainda não foi o ideal para o trabalho desenvolvido pela Justiça paraibana. “Não foi o ideal para a gente, mas foi um grande gesto do governador com o apoio da Assembleia Legislativa, no sentido de que os Poderes tivessem um repasse necessário para sua sobrevivência”, afirmou.

Trabalho. Márcio Murilo disse que o objetivo é garantir o melhor atendimento ao jurisdicionado.

 

Relacionadas