segunda, 11 de dezembro de 2017
Política
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Proibição do PT não incomoda partidos

Mislene Santos / 07 de abril de 2016
Foto: Divulgação
Representantes dos partidos que estão proibidos de se coligarem com o PT da Paraíba desdenharam da decisão da presidência petista. Para alguns deles essa foi uma decisão natural, já que suas legendas não nutriam interesse em se aliar ao Partido dos Trabalhadores. Uma resolução aprovada no último sábado pelos petistas proíbe terminantemente união com PSDB, DEM, PPS e SD nas eleições deste ano.

Para o novo presidente do DEM de João Pessoa, o vereador Raoni Mendes, a decisão é algo que foi encarado com naturalidade. “Nós somos antagônicos a nível nacional. O respeito pelo qual temos que ter é no sentido da autonomia partidária. Porém, o que está acontecendo no País nunca foi visto antes. Agora, nós estamos enxergando que o País está sendo passado a limpo e é preciso que todos os partidos sejam passados a limpo”, afirmou Raoni Mendes.

A deputada Camila Toscano lembrou que o PSDB na atualidade é o principal partido de oposição ao governo Dilma e, por conta disso, não teria como permitir uma aliança desse tipo. “Não existe nem ânimo para isso, pois de um lado se tem pessoas que dizem que se trata de um golpe o impeachment, e do outros nós temos o PSDB mostrando que é constitucional e não há como unir estas duas militâncias”, ponderou.

Já o deputado Anísio Maia (PT) saiu em defesa da decisão do partido e explicou que a legenda segue a linha política determinada pela direção nacional.  Segundo ele, o Solidariedade foi incluído na lista de proibição de aliança por defender abertamente o impeachment. “Essa é a continuação de uma política que já existia. Agora, o PMDB está em espécie de quarentena. Nós vamos analisar a reação de alguns deputados do PMDB e dependendo do comportamento deles vamos tomar as nossas decisões”, disse o petista.

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