quinta, 19 de outubro de 2017
Política
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Pressa para cassação de Dilma: processo deve ser levado ao plenário em 3 semanas

Da Redação Com agências / 15 de março de 2016
Foto: Divulgação
O prazo para a análise do processo pelo colegiado é de 15 sessões. A ideia de deputados do Solidariedade e do PSDB é fazer sessões às segundas e sextas, além das que tradicionalmente ocorrem às terças, quartas e quintas. Tudo isso, com o aval do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A avaliação é que os protestos contra o governo realizados no domingo poderão impulsionar a aprovação do impeachment, se o processo for iniciado o quanto antes.

Amanhã, o Supremo Tribunal Federal (STF) inicia julgamento dos embargos apresentados por Cunha que contestam o rito de impeachment fixado pelos ministros da Corte.

Cunha disse que, se o STF decidir sobre o caso ainda amanhã, a comissão do impeachment será criada no dia seguinte. Se o julgamento só terminar na quinta, a eleição dos membros do colegiado ocorrerá na sexta-feira.

A partir da instalação da comissão, os membros eleitos terão 15 sessões do plenário da Câmara para votar um parecer pela continuidade ou não do processo e encaminhá-lo ao plenário. Segundo Cunha, a votação no plenário pode ocorrer em três semanas, se houver quórum para as deliberações nas segundas e sextas. “Quanto ao prazo, dependerá de ter quórum para abrir sessão segunda e sexta, para a contagem [das 15 sessões]”, disse o presidente da Câmara.

Dilma pede diálogo à base

O líder do governo no Congresso Nacional, senador José Pimentel (PT-CE), afirmou ontem após se reunir com a presidente Dilma Rousseff e ministros da coordenação política, que a petista pediu que seus auxiliares busquem dialogar com integrantes da base e da oposição no parlamento para tentar conter o processo de impeachment.

Na reunião de ontem da coordenação política, Dilma avaliou com nove ministros o impacto das manifestações de domingo no processo de impeachment que ela enfrenta no Congresso.

Os protestos, que ocorreram em mais de 300 municípios, foram os maiores já registrados contra o governo Dilma Rousseff. Além da presidente, também foram alvos dos manifestantes nos protestos de domingo o ex-presidente Lula e o PT.

De acordo com Pimentel, a presidente destacou no encontro o caráter pacífico das manifestações e, apesar de ser o alvo principal dos protestos, avaliou que a rejeição da população é sobre a classe política, e não especificamente sobre um partido.

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