quarta, 20 de janeiro de 2021

Política
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Presidente Temer admite novas intervenções militares em Estados com situação preocupante

Redação / 28 de fevereiro de 2018
Foto: Reprodução
Na posse do novo ministro da Segurança Pública, o emedebista disse que irá se reunir amanhã com governadores do país para discutir medidas de redução da violência. “Eu chamei os senhores governadores para fazermos uma reunião, e, pontualmente, vamos verificando caso a caso “, disse.

Segundo ele, possíveis novas intervenções serão de responsabilidade da nova pasta, que foi assumida nessa terça-feira (27) pelo ministro Raul Jungmann. Em discurso durante a cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente disse que o governo federal não atuará apenas no Rio, uma vez que uma ajuda federal é solicitada em todo o país. Para ele, a intervenção federal é “democrática” e “civil”.

O interventor escolhido, no entanto, é o general Braga Netto, um militar, assim como o novo secretário estadual de Segurança Pública. “A intervenção é parcial e democrática, porque é amparada pela Constituição Federal. E é uma intervenção civil, que enaltece o diálogo e despreza o autoritarismo”, disse.

Ele afirmou ainda que não será possível “erradicar toda a insegurança do país de um dia para o outro” e pediu o engajamento da sociedade civil no controle da criminalidade. No discurso, elogiou as Forças Armadas e disse que, além de combater a criminalidade, é preciso dar soluções aos problemas sociais nas comunidades do Rio de Janeiro.

Ele afirmou que pediu estudos para a liberação de verba federal à cidade do Rio de Janeiro para investimentos nas favelas, solicitação feita nessa terça-feira (27) pelo prefeito Marcelo Crivella. Presente na cerimônia, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), rechaçou uma intervenção em seu Estado, que vem sofrendo com o aumento da criminalidade. “Não há nenhum motivo ou justificativa para qualquer pensamento sequer sobre intervenção no Ceará”, afirmou o senador.

Ação servirá de 'laboratório'

O interventor federal do Rio de Janeiro, general Braga Netto, afirmou de manhã que a integração das ações de inteligência, no âmbito da intervenção, servirá como uma espécie de laboratório para outros Estados. “O Rio de Janeiro é um laboratório para o Brasil.”

Onze dias após o decreto de intervenção, Braga Netto reuniu a imprensa para falar sobre o plano. Em entrevista coletiva que durou pouco mais de meia hora, foi anunciada a intenção de aumentar o número de policiais nas ruas.

O general não anunciou, contudo, mudanças no comando das polícias tampouco nas ações militares em operações, que seguirão o mesmo modelo adotado pela GLO (Garantia de Lei e de Ordem), em vigor desde julho passado. O interventor admitiu, no entanto, que as ações podem sofrer ajustes.

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