sexta, 24 de janeiro de 2020
Política
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Prefeitos paraibanos refazem as contas para readequar as finanças à nova realidade de 2018

André Gomes / 15 de dezembro de 2017
Foto: Reprodução
Nem bem comemoraram o aporte financeiro de R$ 63 bilhões prometido pelo presidente Michel Temer (PMDB) para este mês, prefeitos paraibanos voltaram a colocar a mão na cabeça depois da aprovação do novo salário mínimo de R$ 965 para o próximo ano. O valor faz parte da proposta orçamentária e foi aprovada pelo Congresso Nacional. O valor representa um aumento de 3% sobre o piso atual, de R$ 937.

O prefeito de Princesa Isabel, Ricardo Pereira (PSB), disse que o aumento preocupa, pois vai impactar diretamente nas finanças municipais. De acordo com ele, o início de 2018 não será fácil para nenhum gestor que terão que enfrentar uma queda nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios.

“Estamos trabalhando para manter a casa em ordem, mas nos deparamos sempre com problemas que independem de nós, como o caso do salário mínimo. A população será a mais prejudicada, pois esse aumento vai refletir diretamente nos serviços prestados pelo município”, destacou o prefeito.

No município de Juru, também no Sertão, o prefeito Luis Galvão (PSB), disse que a saída para mais esse problema vai ser trabalhar apenas com efetivos. Segundo o gestor, o aumento do salário mínimo e as quedas constantes das receitas irão engessar ainda mais as administrações. “Estamos ficando sem dinheiro para fazermos investimentos na cidade. Ultimamente o dinheiro só dá para pagar a folha e manter os serviços básicos”, revelou.

Em Curral de Cima o aumento do salário mínimo tem deixado o prefeito Totó Ribeiro (PSDB) preocupado com a manutenção do equilíbrio financeiro do município. “As sucessivas quedas nos repasses do FPM têm afetado diretamente, mas estamos nos readequando as essas dificuldades. O ano de 2018 já vai começar causando dor de cabeça para muito gestor”, disse.

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