domingo, 28 de fevereiro de 2021

Política
Compartilhar:

Prefeito de Bayeux é preso suspeito de corrupção; Vereadores analisam cassação

Redação / 05 de julho de 2017
O prefeito de Bayeux, Berg Lima (Podemos), foi preso nesta quarta-feira (5), suspeito de cometer suposta corrupção ativa. O gestor estaria extorquindo fornecedores, cobrando metade do dinheiro que a prefeitura devia a eles, referente à gestão passada, para então liberar os pagamentos. A prisão aconteceu por meio da operação realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Polícia Civil.

O prefeito foi levado ao Instituto de Polícia Científica (IPC), no bairro do Cristo, em João Pessoa, para realização de exame de corpo de delito e logo depois foi encaminhado ao Gaeco para prestar informações aos promotores. A prisão foi feita pelo titular da Delegacia de Defraudações, Lucas Sá.

No Gaeco, o CORREIO tentou ouvir o prefeito sobre o episódio, mas ele não quis se pronunciar, dizendo apenas 'estar tranquilo'.

Com 31 anos, Gutemberg de Lima Davi disputou as eleições municipais em Bayeux, na Grande João Pessoa, sendo eleito prefeito. Essa é a primeira vez que Berg exerce um mandato e também a primeira vez na história da Paraíba que um prefeito é preso em flagrante.

Cassação

O presidente da Câmara Municipal de Bayeux, Mauri Batista, deve convocar uma sessão extraordinária para tratar sobre um possível afastamento do prefeito. A sessão será em caráter extraordinário porque a Casa está em recesso parlamentar.

De acordo com o procurador da Câmara, Aércio Farias, as providências estão sendo adotadas para a realização da sessão. "Estamos tomando conhecimento das denúncias para informar aos vereadores. Diante das explicações da Justiça e do prefeito, os parlamentares tomarão uma decisão", disse.

Outro lado

A Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Bayeux divulgou uma nota em que afirma que "o prefeito de Bayeux, Berg Lima, foi vítima de uma armação política que se utilizou de um empresário inescrupuloso para tentar destruir um mandato obtido por meio da maior votação da história do município.

Segundo a nota, o prefeito confia na Justiça e irá esclarecer os fatos, provando que não praticou qualquer ato ilegal contra o povo e a cidade.



Relacionadas