domingo, 09 de maio de 2021

Política
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Prazo de registro de candidaturas se encerra e 13 estão na disputa pela presidência

Redação / 16 de agosto de 2018
Foto: Reprodução
O PT registrou no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), às 17h15 dessa quarta-feira (15), a candidatura do ex-presidente Lula para concorrer à Presidência da República na eleição de outubro. O ex-prefeito Fernando Haddad foi registrado como vice. Com o registro, 13 candidatos dão pontapé nesta quinta-feira (16) na campanha pelo voto dos brasileiros em 7 de outubro.

Cerca de três horas e meia depois do registro, ele foi contestado pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, com o argumento de que Lula está inelegível por ter sido condenado em segunda instância no caso do tríplex.

A solicitação de registro foi protocolada no balcão do TSE por dirigentes do PT. O processo do pedido de registro foi sorteado para o ministro Luís Roberto Barroso relatar.

A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, confirmou, ao deixar o tribunal, que o partido só levou à corte a certidão negativa de antecedentes criminais relativa ao Estado de São Paulo. Com a medida, o partido deixou de informar sobre a condenação de Lula na Lava Jato, imposta pela Justiça Federal, apesar de ser um fato público e notório. “[São Paulo] É o domicílio eleitoral dele”, justificou Gleisi.

Ela estava acompanhada de Haddad, Manuela d’Ávila (PC do B) e outros petistas. A ex-presidente Dilma Rousseff também compareceu.

Lula, preso em Curitiba, é potencialmente inelegível pelas regras da Lei da Ficha Limpa. Agora, seus advogados começam uma batalha jurídica nas cortes superiores.

Em carta enviada da cadeia, Lula disse: “Com meu nome aprovado na convenção, a Lei Eleitoral garante que só não serei candidato se eu morrer, renunciar ou for arrancado pelo Justiça Eleitoral. Não pretendo morrer, não cogito renunciar e vou brigar pelo meu registro até o final”.

Antes mesmo de Dodge questionar a candidatura, adversários políticos de Lula se anteciparam. Minutos após a comitiva petista deixar o TSE, o ativista Kim Kataguiri, do MBL, e o ator Alexandre Frota (PSL) contestaram a candidatura.

As impugnações, que por ora correm paralelamente ao processo de pedido de registro, foram distribuídas para o ministro Admar Gonzaga.

Em qualquer cenário, conforme o calendário eleitoral, o TSE precisa decidir sobre o registro de Lula até 17 de setembro, limite para que os partidos substituam os candidatos a tempo de incluir os novos nomes nas urnas.

Essa será a data final para que o PT lance Haddad como candidato a presidente e Manuela como vice.

Dupla possui 96% do total de bens

Os presidenciáveis João Amoêdo (Novo) e Henrique Meirelles (MDB) possuem os maiores patrimônios entre os 13 candidatos que vão disputar o cargo em outubro. Amôedo declarou bens que somam R$ 425 milhões, e Meirelles, R$ 377,5 milhões. Os 13 candidatos, somados, possuem bens de R$ 833,7 milhões.

O candidato com maior patrimônio, João Amoêdo construiu sua carreira do mercado financeiro. O candidato do Patri, Cabo Daciolo, conforme o portal do TSE, não apresentou declaração de bens.

Henrique Meirelles declarou depósito em conta no exterior, cotas de capital, título de clube, aplicações, apartamento e carros. Engenheiro de formação, Meirelles construiu a carreira no mercado financeiro, tendo sido presidente do BankBoston.

O candidato com maior patrimônio é João Amoêdo (Novo), que construiu sua carreira do mercado financeiro. O candidato do Patri, Cabo Daciolo, conforme o portal do TSE, não apresentou declaração de bens.

Defesa se queixa da escolha

A defesa de Lula apresentou uma petição questionando a distribuição do registro da candidatura do petista para o ministro Barroso. Os advogados pedem que o caso fique sob os cuidados do ministro Admar. Eles argumentam que o primeiro pedido de impugnação da candidatura de Lula, feito por Kim Kataguiri, do MBL, caiu, por sorteio, no gabinete de Admar. O PT teme que Barroso acelere o julgamento da legalidade da candidatura de Lula, já que tem julgado quase sempre a favor dos argumentos dos procuradores que atuam na Operação Lava Jato.

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