quinta, 25 de fevereiro de 2021

Política
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Polícia ainda recebe denúncias envolvendo prefeito afastado Berg Lima

Francisco Varela Neto / 26 de julho de 2017
Foto: Reprodução
O delegado Lucas Sá, da Delegacia de Defraudações e Falsificações de João Pessoa (DDF), explicou que as investigações por parte da Polícia Civil, no caso do prefeito suspenso de Bayeux, Berg Lima, não podem continuar pelo fato de Berg ter foro privilegiado. De acordo com o delegado, algumas informações sobre ele têm chegado à delegacia, mas tudo tem sido encaminhado ao Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e ao Ministério Público da Paraíba (MPPB). Comente no fim da matéria. 

"Por se tratar de um prefeito em exercício, por ter prerrogativa de foro, então a Polícia Civil não pode prosseguir nas diligências, não pode prosseguir nas investigações por exemplo. Sabemos de alguns informes  e tudo isso foi encaminhado ao Tribunal de Justiça e ao Ministério Público", explicou.

Segundo o delegado, a função da polícia se esgotou no flagrante, no entanto a delegacia está a postos para qualquer decisão do Tribunal de Justiça.

"A função da Polícia Civil se esgotou na prisão em flagrante e em 24 horas desse flagrante. Toda  a documentação foi encaminha ao Tribunal de Justiça e agora a gente fica dependendo das determinações. Se o Tribunal determinar que a Polícia Civil cumpra qualquer tipo de diligência, com certeza iremos cumprir, mas o segmento desse processo, o pedido de manutenção da prisão dele, quais crimes ele será indiciado, julgamento, as audiências etc, tudo isso é competência exclusiva do Tribunal de Justiça", afirmou o delegado.

O prefeito suspenso de Bayeux foi preso em flagrante por suposta prática de extorsão, durante operação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MPPB), e da Polícia Civil, sendo afastado do cargo por decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).


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