quinta, 19 de outubro de 2017
Política
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PMDB decide não assumir cargos no governo e sinaliza para rompimento com Dilma

Redação com Agência Brasil / 12 de março de 2016
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O PMDB decidiu hoje (12), em convenção nacional do partido, que nenhum peemedebista assumirá cargos no governo federal nos próximos 30 dias. Nesse período, o Diretório Nacional do PMDB vai decidir sobre a proposta de rompimento ou de manutenção do apoio ao governo da presidenta Dilma Rousseff.

O cargo de ministro da Aviação Civil está vago com a saída de Eliseu Padilha, do PMDB, em dezembro. Havia uma expectativa de que o deputado federal Mauro Lopes (MG) assumisse a Secretaria de Aviação Civil nos próximos dias.

Mais cedo, o vice-presidente da República, Michel Temer, disse, durante discurso na convenção nacional, que “não é hora de dividir os brasileiros, de acirrar ânimos e levantar muros”. Segundo ele, em um momento atual de grave crise política e econômica, a hora é “de construir pontes”.



O PMDB deve reconduzir Temer à previdências nacional do partido. No total, 454 delegados vão eleger os membros do Diretório Nacional, que, por sua vez, vão escolher a nova Comissão Executiva Nacional.

Temer voltou a defender a unidade nacional e o diálogo entre todas as correntes de opinião. “O PMDB sempre teve diversidades internas, mas [que] convergem em todas as ocasiões em que é preciso cuidar do país”.

A convenção nacional do PMDB começou pela manhã embalada pelos gritos da militância de “Fora Dilma” e “Fora PT”. As manifestações contra o governo também marcaram a abertura dos discursos de dirigentes estaduais e setoriais da sigla.


A ala oposicionista do partido preparou uma carta única, assinada por deputados estaduais, federais, que prega o “afastamento imediato dessa desastrosa condução do país”. “Temos que desembarcar do governo que não nos respeita nem considera”, pede os oposicionistas do partido na carta.


O PMDB decidiu deixar os microfones abertos para as críticas ao governo mas fez um acordo que prevê que os pedidos de rompimento serão decididos pela direção nacional depois, em até 30 dias.


O ato do partido, no entanto, foi tomado por críticas à presidente Dilma Rousseff e convocações para as manifestações de hoje. “O que dizem as ruas neste momento?”, questionou o ex-ministro Geddel Vieira Lima. “Elas ecoam as vozes dessa sala.”


Em diversos discursos, Temer foi descrito como “o grande líder” da legenda. Geddel chegou a dizer que “o mesmo entendimento que gerou unidade” dentro do partido em torno da reeleição do vice ao comando nacional do PMDB, “é capaz de se organizar para dar um alternativa” ao país.


Em seu discurso, Temer afirmou: “Sairemos daqui unidos em torno de um ideário para resgatar os valores da nossa República”.

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