quinta, 24 de janeiro de 2019
Política
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Partidos já estão coligados, mas seguem divididos

André Gomes / 07 de agosto de 2018
Foto: Reprodução
As convenções partidárias realizadas no último final de semana definiram os nomes dos candidatos ao Governo da Paraíba nas eleições deste ano. Entre os seis postulantes durante a fase de pré-campanha, cinco confirmaram a pretensão e estarão na briga pelo comando administrativo do Estado. Apenas Lígia Feliciano (PDT) abandou a disputa para ser novamente candidata a vice-governadora na chapa encabeçada pelo PSB.

O nome de Lígia foi confirmado na sexta-feira, um dia antes da convenção do PSB. Em busca de um nome de Campina Grande para fechar a chapa, João Azevêdo (PSB) preferiu manter a atual vice-governadora na composição, afastando assim o nome de Efraim Morais (Democratas) que tinha sido indicado para a vaga. Restou para Efraim indicar um suplente para o candidato ao Senado, Veneziano Vital do Rêgo.

Também nos últimos dias antes da convenção, Lucélio Cartaxo (PV) conseguiu formar a chapa com o nome da deputada estadual Daniella Ribeiro (Progressistas) para disputar o Senado. Lucélio e aliados analisavam a possibilidade de ter Daniella ou o vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Junior (PSC), como alternativas viáveis para a disputa. A preferência foi dada ao Progressistas. Já o PSC resolveu também fechar com Lucélio, retirando a candidatura de Manoel Junior ao Senado, passando a tê-lo como candidato a deputado federal.

José Maranhão (MDB) também referendou seu nome para a disputa pelo Governo do Estado. Com a chapa incompleta, o emedebista realizou sua convenção e ainda conseguiu o apoio de dois partidos, o PR e o Patriotas. Maranhão terá apenas um candidato ao Senado que será o ex-governador Roberto Paulino (MDB).

Quem também sai para a disputa com a chapa incompleta é Rama Dantas (PSTU). Ela também confirmou a candidatura durante o final de semana. Em uma chapa puro sangue, Rama terá apenas o seu candidato a vice-governador e nenhuma indicação para o Senado.

Com a definição da chapa concluída com bastante antecedência, o candidato ao Governo da Paraíba pelo Psol, Tárcio Teixeira, também terá uma chapa puro sangue, com todos os integrantes dos quadros do partido.

Manoel e Gregória recuam

Além da desistência da vice-governadora Lígia Feliciano em disputar o Governo do Estado, as convenções partidárias registraram ainda a retirada de duas pré-candidaturas ao Senado. O vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Junior, que é do PSC, e a presidente estadual do PC do B, Gregória Benário, retiraram suas intenções de disputa para que os seus partidos conseguissem fechar alianças mais ‘lucrativas’.

Manoel Junior disse que Coube a ele a decisão da disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados diante da opção do partido em apoiar a candidatura de Lucélio Cartaxo ao Governo da Paraíba. “Como o partido declinou e fez justamente a opção pela candidatura de Lucélio Cartaxo dentro dessa composição e a chapa já tinha preenchido as duas vagas ao Senado, coube a mim decidir em relação a chapa proporcional e estou indo novamente tentar recuperar meu mandato de deputado federal”, disse Manoel Junior, em entrevista à rádio Correio 98FM.

Ele falou também sobre a convenção do PSC, afirmando que o partido vai se posicionar na chapa proporcional, com o objetivo de eleger deputados estaduais e federais da legenda.

“Cumpri aqui meu dever cívico e democrático com meu partido, o PSC. Na verdade, a convenção do partido é simbólica, mas dentro daquilo que foi dito, é uma convenção de muitos companheiros que estão querendo posicionar o partido não só na chapa proporcional, como deputado estadual e federal para o processo que se avizinha que é o pleito deste ano”, disse Manoel Junior.

Já Gregória explicou nas suas redes sociais que a decisão de não disputar o Senado não dependeu apenas dela e do partido. “O PC do B, ficou até essa segunda-feira (6), domingo (5) à tarde, tentando todas as possibilidades de conseguirmos a campanha ao Senado, mas infelizmente não depende somente de nós.

Depois de esgotar todas elas, restou uma situação. O que fazer diante disto tudo? Refletimos e vimos que não podemos recuar. O movimento realizado deixou de ser apenas do PC do B, apenas de Gregória e passou a ser de todos os paraibanos que sonham e tem esperança em ver uma política menos desigual, que defenda o Estado Democrático de Direito e busque dias melhores para o nosso povo”, disse.

Gregória decidiu junto ao partido apoiar a candidatura de João Azevêdo ao Governo do Estado e ela a disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados. “Vou para a disputa da câmara federal, com a mesma gana que tive para a concorrência no Senado. Lutei e vou continuar lutando por novos modelos de política”, afirmou.

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