segunda, 20 de novembro de 2017
Política
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Parlamentares cassados na Paraíba pela ditadura

Adelson Barbosa dos Santos / 01 de novembro de 2015
Foto: Arquivo
Levantamento feito pelo historiador e professor do Mestrado em História da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Paulo Giovani Antonio Nunes, presidente da Comissão Estadual da Verdade e da Preservação da Memória, aponta que 30 agentes políticos da Paraíba, entre vereadores, deputados estaduais federais e suplentes nas três esferas foram cassados pelo Regime Militar entre os anos de 1964 e 1969. Ao todo, foram 8 vereadores e 7 suplentes;  7 deputados estaduais e 4 suplentes; 3 deputados federais e 1 suplente.

Em todos eles recaíram as seguintes acusações: subversão ou ligações com o Partido Comunista Brasileiro (PSB), que hoje não existe mais com a ideologia e os princípios daquela época. Inicialmente, 20 deles foram cassados em 1964 pela chamada Operação Limpeza instituída pelo Ato Institucional Número 1 (AI-1), editado pelo presidente Castelo Branco (o primeiro do ciclo militar).

O AI-1 criou os IPMs (Inquéritos Policiais Militares) para investigar as atividades de funcionários civis e militares, de níveis municipal, estadual e federal, para identificar os que estavam comprometidos em atividades “subversivas”.

No trabalho, publicado na revista Saeculum, em João Pessoa, Paulo Antonino cita a escritora Maria Helena Moreira Alves, que afirma: “manobras militares de busca e detenção foram conduzidas em universidades, sindicatos, ligas camponesas e nos movimentos católicos de trabalhadores, camponeses e estudantes”.

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