quinta, 22 de abril de 2021

Política
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Paraíba com memória resgata história de Antônio Mariz nos 20 anos de sua morte

Adelson Barbosa dos Santos / 13 de setembro de 2015
Assim como hoje, o Brasil vivia um conturbado momento político no ano de 1992, motivado por denúncias de corrupção no Governo, que culminaram com a abertura de um processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Mello. Naquela época, um paraibano foi escolhido pelo Congresso Nacional para ser o relator do processo de impeachment: o senador Antônio Marque da Silva Mariz (PMDB).

No dia 29 de setembro de 1992, a Câmara dos Deputados aprovou o impeachment do presidente. Foram 441 votos a favor e 38 contra. Ele renunciou antes de ser condenado pelo Senado por crime de responsabilidade.

Quem assumiu foi o vice, Itamar Franco. Segundo o Correio da Paraíba da época, o relatório de Mariz resultou na queda de Collor. O relatório foi lido por Mariz, na tribuna do Senado, no dia 2 de dezembro daquele ano. Ele provou que havia a chamada materialidade dos delitos pelos quais o presidente era acusado. O relatório de Mariz foi elogiado pelo jurista Evandro Lins e Silva, para quem o documento elaborado pelo paraibano “foi impecável, honesto e uma verdadeira lição de letras jurídicas”, conforme noticiou o Correio.

Em 1994, Mariz foi eleito governador da Paraíba. Derrotou Lúcia Braga (PDT), a quem as pesquisas eleitorais davam vitória com 15 pontos de vantagem. Lúcia Braga cantava vitória já no fim da campanha, quando um fato novo contribuiu para sua derrocada e para a vitória de Mariz: o caso Gesner Caetano, um esquema escandaloso que colocou carros roubados na campanha da pedetista.

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