segunda, 18 de janeiro de 2021

Política
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Oposição e situação afinam discurso na ALPB e concordam com afastamento de Cunha

Alexandre Kito / 05 de maio de 2016
Foto: Divulgação
A decisão de afastamento do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB), foi unanimidade entre os parlamentares que compareceram as reuniões, nesta quinta-feira (05), na Casa. Os próprios peemedebistas defenderam que o parlamentar deve ser afastado do cargo para ser investigado.

Olenka Maranhão (PMDB) declarou que Eduardo Cunha não deve ser exceção no processo investigativo. A deputada disse que respeita o procedimento da Justiça e explicou que deseja, de forma geral, que haja punição caso se comprove os escândalos que envolvem o parlamentar.  Já Raniery Paulino declarou que a imagem de Cunha é nociva ao partido.

O petista Anísio Maia considerou tardia a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Disse que a medida mostra que a pauta do Judiciário é viabilizada de acordo com a conjuntura política e não de acordo com a Constituição do Brasil. "O ministro sabia que existia o crime, tinha as bases, fundamentos e provas na mão, mas esperou o criminoso fazer toda a sua obra suja para poder tomar providência”, destacou o deputado.

A socialista Estela Bezerra também acredita que o afastamento passou do tempo. Ela ressaltou os indícios de corrupção os quais Eduardo Cunha está envolvido e a forma 'arbitrária' conduzida por ele a frente da Câmara. Os deputados Buba Germano e Jeová Campos, ambos do PSB, também se manifestaram a favor da Justiça. Buba acrescentou ainda, que o processo político atual pode resultar em novas eleições presidenciais no país.

Os tucanos na Casa também apoiaram a decisão do ministro Teori Zavaski. Dinaldinho Wanderley acredita que as investigações da operação Lava Jato devem ter reflexo na Paraíba. O parlamentar avaliou que o deputado paraibano Hugo Mota (PMDB) também deve ser investigado. Hugo é aliado de Cunha e presidiu a CPI da Petrobrás na Câmara Federal. Os tucanos Bruno Cunha Lima e Camila Toscano também apoiaram a liminar e afirmaram que a definição da justiça comprova que há motivos para o afastamento.

"O afastamento veio em boa hora para mostrar que a punição por corrupção deve ser para todo mundo. Faxina deve começar em Casa", Bruno Cunha Lima.

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