segunda, 18 de janeiro de 2021

Política
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Nomes de Zé Maranhão e Romero Rodrigues para a disputa de 2018 colocam aliança em risco

Gabriel Botto e Nice Almeida / 15 de março de 2017
Foto: Divulgação
O lançamento de nomes como o do senador José Maranhão (PMDB) e do prefeito de Campina Grande Romero Rodrigues (PSDB) para disputar o governo da Paraíba em 2018 pode resultar no fim da aliança entre esses partidos, que estão juntos desde as eleições passadas, quando se uniram para eleger Luciano Cartaxo (PSD), em João Pessoa.

Maranhão e Romero colocaram seus nomes à disposição de suas legendas para entrar na briga, mas isso não tem agradado muito, exatamente por conta dessa possibilidade de rompimento. Para estancar uma possível sangria dentro da aliança, o presidente do PSDB e o vice-prefeito de João Pessoa, Ruy Carneiro e Manoel Junior, respectivamente, já tentam amenizar o discurso em torno do lançamento dessas futuras candidaturas.

Ruy tratou logo de dizer que não tem nada definido para 2018 e que seguirá com a estratégia da aliança firmada em 2016.  "O nome de Romero está muito valorizado e possivelmente terá composição na chapa majoritária de 2018, mas estamos participando de uma aliança política que tem outros bons nomes", enfatizou durante entrevista concedida à rádio Correio Sat/98FM.

O tucano garantiu ainda que a aliança firmada entre PMDB, PSDB e PSD em 2016 seguirá firme e será duradoura. "Não há nenhum interesse em quebrar essa aliança. Essa aliança, como eu já disse anteriormente, foi feita para durar muito tempo, não temos motivos para quebrar algo que está dando certo", completou Ruy Carneiro.

Manoel Júnior

O vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (PMDB), está seguindo o mesmo raciocínio de Ruy Carneiro e tratou logo de amenizar o pré-lançamento de uma possível candidatura de Maranhão feito pelo senador Raimundo Lira (PMDB). Segundo Manoel Junior, as declarações de Lira foram pessoais.

"Maranhão já disse várias vezes que o mandato dele ainda tem seis anos e não tem nenhuma pretensão para disputar o governo em 2018. As declarações de Raimundo Lira foram meramente pessoais", afirmou.

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