sexta, 19 de abril de 2019
Política
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Ministério Público da Paraíba forma grupo para Operação Calvário

André Gomes / 16 de fevereiro de 2019
Foto: Arquivo
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) criou um grupo de trabalho para atuar nos procedimentos decorrentes da Operação Calvário, que investiga uma suposta organização criminosa infiltrada na Cruz Vermelha. Para atuar, o procurador-geral de Justiça, Francisco Seráphico Ferraz da Nóbrega Filho, designou três promotores, que trabalharão sob a presidência do coordenador do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), Otávio Paulo Neto, juntamente com outros promotores do órgão.

A Portaria 271 contendo a criação do grupo de trabalho foi publicada no Diário oficial Eletrônico do MPPB, na quinta-feira. Ela traz a designação dos promotores de Justiça Rodrigo Pires, Fabiana Lobo e Eduardo Torres para integrarem o grupo de trabalho.

Após a publicação, o deputado estadual Tovar Correia Lima (PSDB) parabenizou a iniciativa e disse que existe ainda muita coisa para ser desvendada. “Foi uma excelente inciativa do Ministério Público a criação desse grupo para intensificar as investigações. A Operação Calvário ainda tem muito o que desvendar nesse caso envolvendo a Cruz Vermelha e tenho certeza que os promotores irão realizar um excelente trabalho”, destacou o deputado.

Na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), o líder da bancada de oposição, Raniery Paulino (MDB), acredita ainda que conseguirá as 12 assinaturas necessárias para dar entrada no pedido de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostos desvios de dinheiro público por meio da Cruz Vermelha, filial Rio Grande do Sul.

“Se não acontecer a CPI já temos um Plano B. Temos dossiês para fazer as nossas apresentações. O governo não tem como não está exposto a isso porque a sociedade cobra uma versão, cobra uma resposta.

Raniery revelou que vai convidar deputados da base do governo para assinar o pedido. “Essa CPI não pode ser exclusiva da oposição. O interessante é que seja uma CPI da Assembleia Legislativa. É uma função típica do Poder Legislativo a confecção de leis e a fiscalização dos atos do Poder Executivo. Nós não estamos nos contrapondo a outros órgãos que também estão fazendo suas fiscalizações. Pelo contrário, isso vai complementar as fiscalizações”, garantiu.

Calvário. A Operação foi desencadeada no dia 14 de dezembro passado, pelos órgãos do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ/Gaecc-RJ), da Paraíba (MPPB/Gaeco) e de Goiás (MPGO-Gaeco) para investigar uma Orcrim que atua Cruz Vermelha Brasileira, filial do Rio Grande do Sul, e no Instituto de Psicologia Clínica, Educacional e Profissional (IPCEP).

Na Paraíba, onde a Cruz Vermelha administra o Hospital de Emergência e Trauma da Capital, a operação teve uma segunda fase, desencadeada em 1º de fevereiro, para cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão.

Denúncia pelas redes



O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (Gaeco/MPPB) criou novos canais para denúncias de corrupção. Os promotores de Justiça poderão receber informações da população (em diversos formatos), através do aplicativo de mensagens WhatsApp, pelo número (83) 99387-1168 ou pelo e-mail gaecodenuncia@mppb.mp.br. O Gaeco garante o sigilo da fonte.

As informações poderão abranger operações e investigações em curso ou novos fatos e casos, no âmbito criminal, que os cidadãos levem ao conhecimento do Ministério Público. Dessa forma, além da possibilidade de municiar o órgão ministerial com documentos e informações, os cidadãos poderão participar ativamente da luta contra a corrupção, exercendo o controle social.

O Gaeco possui várias investigações em curso, sendo que algumas delas resultaram em operações que tiveram destaque nos meios de comunicação, como a ‘Xeque-Mate’, a ‘Cartola’, a ‘Cidade Luz’, a ‘Calvário’ e a que envolve gestores de Bayeux.

O Gaeco funciona no Núcleo Criminal do Ministério Público, cuja sede está instalada na Avenida Diogo Velho, na Capital.

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