terça, 17 de julho de 2018
Política
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Metade dos pré-candidatos a governador tentam ter o PP como aliado

Damásio Dias / 11 de julho de 2018
Foto: Reprodução
Faltando mais de 25 dias para a definição das chapas que irão disputar o governo da Paraíba e o Senado Federal, o Progressistas tem sido cortejado como a noiva mais desejada para o casamento eleitoral deste ano pelos partidos que encabeçam a disputa do Executivo. Entre conversas e anúncios de decisão desmarcados, a legenda que é comandada pelo vice-prefeito de Campina Grande, Enivaldo Ribeiro, não dá pistas sobre com quem vai ficar após 5 de agosto, prazo final para as convenções partidárias que fecham questão sobre as alianças e composições para o pleito.

Figurando do lado oposicionista desde o primeiro governo Ricardo Coutinho iniciado em 2011, o Progressistas pode colocar as diferenças de lado para se unir ao esquema do governador que pretende eleger o ex-secretário João Azevêdo (PSB). Até uma audiência entre a deputada Daniella Ribeiro, que é pré-candidata ao Senado, já ocorreu. Foi uma agenda administrativa, porém, até então era inimaginável que ocorresse. Nada que um ano eleitoral não possbilite em termos de acertos futuros.

Por outro lado, os oposicionistas José Maranhão (MDB) e Lucélio Cartaxo (PV) ainda nutrem esperanças de que estejam juntos com o Progressistas nas urnas em outubro. Assim como Azevêdo, os outros dois pré-candidatos ao governo não têm poupado elogios ao grupo, inclusive às qualidades de Daniella Ribeiro, que já disse que tem coragem para encarar a disputa e, pela forma como os pretendentes têm exposto o interesse, também tem muito a contribuir com os projetos postos na disputa pela sucessão ao Palácio da Redenção.

Soma-se a isso o tempo de guia eleitoral de rádio e TV, o quarto maior, além de uma boa contribuição financeira que vem com um dos maiores montantes do fundo de financiamento eleitoral. É um dote de respeito, que todos querem dispor.

Preterido num primeiro momento pelo agrupamento de Lucélio, que fechou questão com vice e dois senadores, agora já busca uma reaproximação, após o senador Raimundo Lira (PSD) desistir da reeleição.

O Progressistas deixa a disputa em grande expectativa, porém, se demorar demais pode ficar solitário no altar. Todos querem final feliz. Mas em política não dá para todos.

MDB ainda espera outros apoios

Além de buscar a aliança com o Progressistas, o grupo de José Maranhão também busca fechar questão com outras legendas com que vem conversando. Após anunciar o vice, Bruno Roberto (PR), já chegou a afirmar que estava fechado com o PSC para que Manoel Junior seja o nome para disputar o Senado junto com Daniella Ribeiro. Outra possibilidade seria que a vice-governador e pré-candidata do PDT, Lígia Feliciano, aceite disputa o Senado ao invés do Governo Estadual.

“Eu Lígia Feliciano, vice-governador e vice-presidente nacional do PDT sou pré-candidata ao governo do Estado. A única campinense, a única mulher. Escute o que estou dizendo e não o tititi, o disse me disse. Aguarde o desenrolar”, afirma a vice-governadora.

Apesar de dizer que não abre mão de disputar a sucessão de Ricardo, o senador Maranhão disse que não fiz o convite formal mas vê grande possibilidade de tê-la na chapa. “Neste final de semana não conversamos não. Wellington Roberto é que tem sido o interlocutor nas conversas com Damião e Lígia. “Estamos bem avançados”, disse.

Sobre o PSC, afirmou que está muito bem com a direção do partido e com Marcondes Gadelha. “O PSC já tem o seu pré-candidato. Se fechado o acordo, vamos apoiar Manoel Junior”, explicou.

Sobre a declaração, Manoel Junior afirmou que acredito que o deputado Marcondes Gadelha esteja ultimando os entendimentos para anunciar o posicionamento da legenda nas eleições deste ano. “Minha preferência é fazer minha campanha no campo das oposições”, atestou Manoel.

O anúncio das alianças, segundo José Maranhão, “só depende de uma decisão final”.

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