terça, 21 de maio de 2019
Política
Compartilhar:

Manoel Junior nega que recebeu propina

Redação / 11 de novembro de 2018
Foto: Divulgação
O vice-prefeito de João Pessoa e ex-deputado federal, Manoel Junior (PSC), negou, ontem, ter qualquer tipo de participação em um suposto esquema de recebimento de propina, alvo das investigações da Operação Lava Jato. Na sexta-feira, o político teve um mandado de busca cumprido pela Polícia Federal em seu apartamento em João Pessoa.

Na nota, Manoel Junior disse desconhecer o processo e garantiu nunca ter recebido doação ou qualquer tipo de contribuição da empresa JBS. Ele também afirmou que a ação que culminou com a busca e apreensão em sua residência foi derivada de “depoimento em colaboração premiada do Sr. Lúcio Funaro”, a quem não conhece e nunca teve qualquer tipo de relação.

O vice-prefeito revelou que seus advogados estão diligenciando, em Brasília, para buscar informações sobre o processo e que após ter acesso aos autos, fará nova manifestação pública.

As investigações tomam como base a delação premiada de Lúcio Bolonha Funaro, que apontaram supostos pagamentos de propina a servidores públicos e agentes políticos com atuação direta ou indireta no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em 2014 e 2015. O principal alvo da Operação Capitu é o vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade (MDB), que na época era o responsável pela pasta, no governo Dilma Rousseff (PT).

Interesses. A Polícia Federal divulgou que as propinas tinham como objetivo favorecer interesses de empresários de um grande grupo empresarial do ramo de processamento de proteína animal. “O grupo empresarial teria pago dois milhões de reais pela regulamentação da exportação de despojos e cinco milhões pela proibição do uso da ivermectina de longa duração. Um deputado federal da Paraíba à época dos fatos teria recebido 50 mil reais do grupo como contrapartida, em decorrência da tentativa de promover a federalização das inspeções sanitárias de frigoríficos por meio de uma emenda, cujo objeto tinha natureza totalmente diversa do escopo da Medida Provisória nº 653/2014 na qual foi inserida”, diz a nota oficial da polícia.

Relacionadas