sábado, 08 de maio de 2021

Política
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Manobra na Câmara de Cabedelo fará Geusa Ribeiro assumir Prefeitura

Gabriel Botto e Halan Azevedo / 30 de novembro de 2018
Foto: Reprodução
Dois dias após a aprovação de projeto de resolução que culminou na nova composição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cabedelo, uma entrevista coletiva convocada para explicar o processo terminou em tumulto na Casa, ontem no início da tarde.

A decisão estabelece que a partir de 1º de janeiro, a presidência da Casa seja da vereadora Geusa Ribeiro (PRP), atual 1ª vice-presidente e no exercício da presidência, devido ao presidente Vitor Hugo estar no cargo de prefeito interinamente. Com isso, quem assume a prefeitura em 32 dias será Geusa, até que o novo prefeito e o vice sejam eleitos em processo complementar marcado para 17 de março.

O projeto de resolução que provocou essa reviravolta na gestão dos poderes Executivo e Legislativo cabedelense foi apresentado pelo vereador José Eudes, que referenda o afastamento de 10 vereadores envolvidos na Operação Xeque-mate, e altera a composição da Mesa Diretora da Casa a partir de janeiro de 2019, cuja eleição havia sido realizada de forma antecipada em março, formada por vereadores afastados menos de um mês depois.

No momento da entrevista convocada, os vereadores de oposição acusaram Geusa Ribeiro de traição, e por isso, iniciou-se o tumulto na Câmara Municipal. Foram registradas agressões físicas e verbais entre os parlamentares e apoiadores.

Durante a confusão, Geusa Ribeiro se trancou em uma das salas da Câmara para não ser agredida. A Polícia Militar foi chamada para acalmar os ânimos no local.

A alegação dos vereadores de oposição de que teriam sido traídos é contrário ao documento apresentado, datado do dia 19 passado.

Nele, todos os parlamentares teriam votado ‘sim’, aprovando o teor do projeto do vereador José Eudes. O texto aprovado afirma que por conta do afastamentos de dez vereadores em abril deste ano, a composição da Mesa Diretora para o segundo biênio de mandato seria a seguinte: Geusa Ribeiro como presidente; José Eudes como 1º vice-presidente; Vitor Hugo como 2º vice-presidente; Fabiana Maria Régis como 1º secretária; e Reinaldo Barbosa como 2º secretário.

Assinaram o documento os vereadores: Gerusa Ribeiro; Divino Felizardo; Janderso Brito; Valdi Tartaruga; Benone Bernardo; Evilásio Cavalcanti; Reinaldo Lima; Graça Rezende; Jonas Pequeno; José Pereira; Josimar Lima; Fabiana Régis; Socorro Gomes; Herlon Cabral; e José Eudes.

O prefeito em exercício de Cabedelo, Victor Hugo (PRB), denunciou um “golpe” que teria sido aplicado pela presidente da Câmara Municipal, Geusa Ribeiro (PRP), para que ele tome o poder no Município a partir de 1º de janeiro.

De acordo com o prefeito, foi incluído um documento para anular a mesa diretora em que ele foi eleito. “Temos a gravação da sessão. Os vereadores não assinaram nenhum documento, inclusive foram prestar queixa na Polícia. Vou entrar com um mandado de segurança, pois sou o único afetado por isso”, disse Vitor Hugo, em entrevista à Rádio Correio 98 FM.

Vereadora nega manobra

Geusa Ribeiro rebateu as acusações de Vitor Hugo, e disse que os vereadores assinaram o documento em uma sessão, mas que no outro dia por, segundo ela, cederem à pressão do prefeito em exercício, queriam rever a posição que tinham tomado um dia antes. “É com muita tranquilidade que tenho a dizer que isso não existe. É uma manobra do vereador e prefeito interino Vitor Hugo. Ele quer voltar atrás em um projeto assinado por todos, inclusive com votos contra. Os outros viram e votaram. Eu posso agora dizer que eles votaram positivamente e no outro dia, por pressão, chegaram dizendo que iam quebrar a Câmara. Não precisava disso”, disse.

A vereadora afirmou que não tem culpa se alguns vereadores não leem os projetos que assinam.

 

 

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