terça, 13 de novembro de 2018
Política
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Maníaco aterroriza mulheres de sete cidades da PB

Wênia Bandeira / 10 de setembro de 2016
Foto: Polícia Civil
Vinte e dois crimes de violência sexual, com as mesmas características, em sete cidades do Agreste paraibano, num período de dois meses, e o retrato falado de um suspeito. A série de estupros e tentativas e a desconfiança que possa estar sendo cometida pelo mesmo homem mobilizou a Polícia Civil, a ONG AS-DTA, o Movimento Mulheres Trabalhadoras Rurais, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais e a Secretaria da Mulher e da Diversidade Sexual. Representantes dos órgãos se uniriam para elucidar o caso e pedem a ajuda da população.

“Nós estamos recolhendo cada caso e verificando suas similaridades para fazer com que o suspeito possa ser capturado e que as mulheres possam denunciar caso vejam alguém em atitude semelhante”, disse a delegada da Mulher de Campina Grande, Herta França.

A secretária Gilberta Soares falou que os casos são similares. “O agressor anda de moto, capacete preto e blusa preta. Ele atua em estradas rurais e durante o dia, entre as 11 horas e as 15h. O estupro acontece na estrada mesmo”, detalhou.

Segundo ela, uma reunião foi feita para afinar uma estratégia de atuação para passar informações e dar apoio as mulheres, incentivando as denúncias. “Queremos trabalhar para que essas mulheres possam ser protegidas e que possamos juntar todos esses casos”, destacou

A secretária afirmou que dois homens foram detidos em Campina Grande, mas a polícia não confirmou o caso, dizendo que qualquer informação pode prejudicar as investigações.

Acompanhadas. As mulheres que procuram a polícia são acompanhadas pela ONG AS-DTA, segundo Adriana Galvão, assessora técnica da ONG. “Nós acolhemos essas mulheres, que as vezes são vitimas também dentro da comunidade onde vivem. Estamos acompanhando em todo o processo, desde a lavratura do boletim de ocorrência até os exames e coquetel de remédios contra as doenças sexualmente transmissíveis, feitos e entregues na maternidade do Isea”, disse.

Segundo Adriana, as mulheres ainda sofrem com as pessoas que as apontam como culpadas pelo acontecido. “É preciso desmistificar que a vitima é culpada. Esses casos aconteceram e estão acontecendo na zona rural, onde elas são muito expostas dentro do seu convívio”.

Adriana disse que vem cobrando das delegacias um atendimento humanizado para que elas não precisem sofrer enquanto falam sobre o assunto.

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