terça, 01 de dezembro de 2020

Política
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Linha dura contra falta de quórum na Assembleia

Alexandre Kito e Nice Almeida / 01 de fevereiro de 2016
Foto: Arquivo
O segundo ano dessa legislatura na Assembleia Legislativa da Paraíba começa com um questionamento: as eleições municipais devem afastar os deputados do plenário para fazer campanha? Segundo o presidente da Casa Epitácio Pessoa, Adriano Galdino (PSB), não. Ele promete ser linha dura com essa questão e garante não admitir ausências provocadas pelo pleito.

Galdino afirmou que não vai permitir que o ano eleitoral atrapalhe o andamento das ações, porque o Plenário da Casa deve ser palco de discussões relevantes e que busquem melhorar a situação de vida dos que mais precisam. “Pretendemos continuar, nessa legislatura, o trabalho que foi feito no ano anterior, no qual batemos as metas e tivemos a maior produção legislativa dos últimos anos”, afirmou.

Contudo, se quiser ser firme Adriano Galdino deve se preparar para enfrentar aqueles que não dispensam participar da disputa eleitoral, mesmo que essa seja relativa aos municípios. Alguns deles, inclusive, já adiantam que é quase impossível não haver evasão na Assembleia Legislativa, motivada pelas eleições.

Nabor Wanderley (PMDB), por exemplo, admitiu a dificuldade de não se envolver no processo eleitoral. "Não tem como nós deputados não nos envolvermos com as eleições. Afinal de contas, somos políticos. Então, é muito provável que as atividades na Assembleia sejam prejudicadas no segundo semestre. Mas, acredito que não seja nada que possa comprometer a produção deste ano de legislatura", ressaltou.

Mesma linha de pensamento segue Renato Gadelha (PSC). O parlamentar disse não ter dúvidas que as faltas serão constantes na Casa. "Vai haver muita evasão, pois os deputados vão se empenhar para eleger seus candidatos nos municípios. Este é um dos motivos pelo qual desejo o rodízio na liderança, pois vou apoiar mais de dez cidades no interior durante as eleições. Sabemos que é um ano difícil", argumentou.

Daniella Ribeiro (PP), cotada como um dos nomes que devem entrar na disputa pela prefeitura de Campina Grande, reconheceu que será difícil manter o quórum na Casa. "É claro que em ano eleitoral existe uma dificuldade para que se mantenha o quórum mínimo nas sessões, mas a oposição fará um esforço concentrado no sentido de aumentar o número de projetos consistentes e requerimentos, mesmo com um número reduzido de sessões”, enfatizou.

 

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