sexta, 19 de julho de 2019
Política
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Judicialização do racionamento de água na região de CG gera ‘discórdia’ na Assembleia

Gabriel Botto / 26 de setembro de 2017
Foto: Assuero Lima
A judicialização do racionamento de água em Campina Grande e região ainda continua gerando um debate político forte na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). Em entrevista à Rádio Correio SAT/98FM, os deputados Bruno Cunha Lima (PSDB) e Aníbal Marcolino (PSD) protagonizaram mais um debate sobre a problemática.

Leia também: TRF-5 mantém fim do racionamento na região de CG

O líder da oposição na ALPB, o tucano Bruno Cunha Lima, afirmou que foi o Ministério Público que pautou os políticos da oposição acerca do clamor pela volta do racionamento, e ressaltou que com a chegada das estações mais quentes do ano, onde as temperaturas se elevam, a evaporação será maior, causando uma redução no nível da água do Açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão.

“O governo diz que nós politizamos a discussão, mas não fomos nós que politizamos isso, mas sim o Ministério Público. Eu não me refiro ao racionamento de água como deputado, mas sim como cidadão de Campina Grande. Nós estamos entrando no período de maiores temperaturas, as duas cidades que abrigam o açude Boqueirão tem um dos menores índices pluviométricos do Brasil, o que nos leva a deduzir que a partir de agora a evaporação será maior, diminuindo ainda mais o nível do açude”, disse o deputado estadual Bruno Cunha Lima.

O governista Aníbal Marcolino reproduziu o mesmo discurso de seus pares, afirmando que as posições e decisões tomadas pelo governo em relação ao racionamento de água na região, são todas baseadas em aspectos técnicos.

“Eu vejo apenas a situação da sociedade. Lá existe uma medição e mesmo com o racionamento houve um aumento no nível de água em Boqueirão. A informação que temos, baseada em aspectos técnicos, é que se essa água ficar parada, evapora com mais facilidade. E aí que nos pegamos à obra da transposição, pois rio é perene, não tem perigo do abastecimento parar, a não ser que ocorra algum problema com as bombas que fazem esse trabalho”, justificou o deputado Aníbal Marcolino, representando a bancada governista no debate.

Judicialização do tema

Na última terça-feira (19), o juiz federal Vinícius Costa Vidor determinou a retomada do racionamento e restringiu o uso de água do Açude Boqueirão apenas para consumo humano e dessedentação animal. Porém, cerca de uma semana depois da determinação do juiz, o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) concedeu decisão liminar suspendendo os efeitos da decisão, para que Campina Grande e região continuem sem racionamento de água.

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