segunda, 23 de abril de 2018
Política
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Jean Willys defende aborto e critica reforma trabalhista em entrevista ao Correio Debate

Francisco Varela Neto / 31 de agosto de 2017
Foto: Reprodução
O deputado federal pelo Estado do Rio de Janeiro, Jean Willys (PSOL), foi o entrevistado desta quinta-feira (31) do programa Correio Debate, da rádio Correio Sat/98 FM. O deputado fez uma análise da questão do aborto no Brasil e disse que o tema deve ser tratado como um problema de saúde pública. Segundo Willys, não dá mais para fechar os olhos para a quantidade de mulheres pobres que morrem em decorrência de abortos clandestinos.

"Independente da opinião de qualquer pessoa, o aborto vai continuar. As mulheres pobres praticam aborto em casa, as mulheres abortam e estão morrendo em decorrência da gravidez interrompida de forma insalubre, de forma inadequada. Eu defendo a legalização do aborto porque, só assim, as mulheres pobres terão acesso a métodos contraceptivos, as políticas públicas que vão fazer com que elas façam um aborto com acompanhamento médico. Temos que tratar o aborto como um problema de saúde pública",  alertou o deputado.

Jean Willys ainda fez duras críticas à reforma trabalhista que foi aprovada recentemente. "Essa reforma trabalhista que foi aprovada e foi de interesse deste governo ilegítimo e que tira o direito dos trabalhadores, que coloca por exemplo que a negociação entre patrão empregado, não se dará mais a partir da CLT, será feita entre patrão e empregado e é óbvio que o empregado leva desvantagem porque o patrão vai fazer com que ele abra mão dos seus direitos. Uma das desvantagens da crise é esta, porque ela cria uma legião de trabalhadores dispostos a qualquer tipo de condição de trabalho, porque se um não quiser, vai ter outro que queira", afirmou.

O deputado disse também que seu partido é isento de denúncias e busca sempre defender bandeiras de inclusão social e defensoria das minorias. "O PSOL é um partido que não aceita doações, eu não devo nada a empresários, isso me permite ser o deputado que sou, defender as bandeiras que eu defendo. Fazemos oposição a este governo golpista, somos contra a reforma política e trabalhista, e tocamos uma agenda que quer incluir no espaço de cidadania quem não está. É uma agenda afirmativa de direitos humanos", explicou.

Ouça aqui a entrevista

 

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