quinta, 21 de janeiro de 2021

Política
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Inusitado: vereador de João Pessoa pede para ser investigado pelo TCE e até PF

Adelson Barbosa dos Santos / 07 de junho de 2016
Foto: Divulgação
Ao prever que algum colega poderia pedir investigação de sua vida, o vereador Renato Martins (PSB) se antecipou, e, nesta terça-feira (07), apresentou requerimento no Plenário da Câmara Municipal solicitando que o Ministério Público, o Tribunal de Contas do Estado e a Polícia Federal, entre outros órgãos, façam uma devassa na sua vida. Com abstenções de vereadores da bancada do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) e voto contra do vereador Djanilson da Fonseca (PR), o requerimento foi aprovado por quatro votos.

“Foi um caso atípico. Não é comum um vereador pedir para ser investigado. Eu, pessoalmente, não concordo com a atitude do vereador e me abstive”, disse o líder do prefeito, Marco Antônio (PHS), que tem uma briga pessoal com Renato Martins. Em uma das tumultuadas sessões da Câmara, durante acalorado bate-boca, Renato teria chamado Marco Antônio de prevaricador e de destemperado.

Marco Antônio entrou na Justiça conta o colega do PSB e o Ministério Público ofereceu denúncia. A briga política entre os dois está, hoje, na esfera judicial. Marco Antônio disse que Renato teve a oportunidade de se retratar na primeira audiência na Justiça e não quis.

O vereador Renato Martins, que já pediu inúmeras investigações contra o prefeito Luciano Cartaxo, justificou a atitude de pedir sua própria investigação. “Inspirado no disse me disse da bancada de situação, me antecipei e pedi investigação contra mim mesmo”, declarou o parlamentar, acrescentando que é perseguido pelos vereadores da bancada do prefeito porque fez inúmeras denúncias contra o gestor municipal junto ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas.

Sobre a briga com Marco Antônio, Renato afirmou que o colega criou artifícios fora da Câmara ao processá-lo por declarações durante o bate-boca. Afirmou que teve oportunidade de processar Marco Antônio e não o fez. “Ele me chamou de criminoso porque fique a favor dos professores municipais durante uma greve. Sou a favor dos professores e não retiro o meu apoio um só milímetro”, disse Renato.

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