segunda, 21 de setembro de 2020

Impeachment
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Senado deve manter rito do impeachment na Casa

Mislene Santos / 09 de maio de 2016
Foto: Divulgação
O presidente da Comissão do Impeachment no Senado, Raimundo Lira (PDB), disse, nesta segunda-feira (09), que não vê efeito prático na decisão do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão, de anular as sessões que aprovou a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.  Para ele a decisão foi equivocada e, por isso, o Senado Federal deve manter o rito do processo.

"A sessão de admissibilidade na Câmara dos Deputados se deu rigorosamente no que preconizou, que determinou o Senado Federal. E no momento em que a Câmara protocolou a denúncia, a Câmara perdeu qualquer ingerência sobre o processo de impeachment. Portanto, isso que o presidente decidiu é essencialmente uma decisão política e equivocada", declarou.

Lira disse ainda que manterá a votação da admissibilidade do processo de impeachment da petista no Plenário do Senado, prevista para esta quarta. Segundo ele, o quadro está praticamente definido. “A franca maioria é favorável ao impeachment, acho que esta é uma situação irreversível”, avaliou o senador.

Ele explicou que para aprovar a admissibilidade no Senado é preciso da maioria simples dos senadores, ou seja, a presença de 41 parlamentares no plenário e que 21 votem pela aprovação do impedimento.  Com isso, a presidente seria afastada por até 180 dias até o julgamento final pelo Senado.

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