terça, 22 de outubro de 2019
Impeachment
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O impeachment para os senadores da Paraíba

Mislene Santos e Nice Almeida / 31 de agosto de 2016
Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado
Os senadores paraibanos não surpreenderam durante o processo de votação do impeachment em sua fase final. Os três - Cássio Cunha Lima (PSDB), José Maranhão (PMDB) e Raimundo Lira (PMDB) - votaram sim pela cassação do mandato da presidente Dilma Rousseff.

Após a votação, nesta quarta-feira (31),  os senadores paraibanos Cássio, Lira e Maranhão, disseram ao Correio Online que o resultado de 61 votos a favor e 20 contra ao impeachment já era esperado e comentaram sobre a expectativa da administração de Michel Temer.

Cássio cunha Lima lamentou o fato de Dilma não ter ficado inelegível. "Foi o povo quem fez o impeachment e mais uma vez foi a política quem a absolveu. A votação me surpreendeu pela quantidade de votos do PMDB a favor de Dilma, ou seja, aquilo que eu vinha denunciando mais uma vez se confirma, houve nessa votação um acordo Dilma e Cunha, estão juntos. O Senado cumpre a Constituição por um lado, afastando a presidente do cargo, e na mesma votação, minutos seguintes, descumpre a mesma Constituição ao habilitá-la para ocupar cargos públicos", falou.

José Maranhão disse que o resultado do impeachment não apresentou nenhuma surpresa, pois a ex-presidente Dilma Rosseff não tinha mais credibilidade e condições para trabalhar pela retomada do crescimento do País, pela redução da inflação e geração de emprego e renda. Ele disse ainda que as expectativas para o novo governo são as melhores possíveis.

Para Maranhão, o novo governo deveria em primeiro lugar buscar um entendimento nacional com todos os partidos políticos. “ Caso isso não seja possível, o governo deverá se esforçar para reconstruir o Brasil nos termos econômicos, sociais e políticos, pois o país não pode continuar nessa divisão de forças mais fortes da nação que são os partidos políticos e suas lideranças de mais destaque”, declarou o senador.

Raimundo Lira, que presidiu a comissão do impeachment, disse que a presença de Dilma no Senado afastou toda e qualquer tese de golpe e que a partir de agora o país terá um governo de transição. “No sentido de recuperar a economia para transmitir a confiabilidade jurídica e política aos investidores nacionais e internacionais”, afirmou Lira.

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