quarta, 25 de novembro de 2020

Impeachment
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Deputados estaduais pedem união para superar cassação de Dilma

Alexandre Kito e Nice Almeida / 31 de agosto de 2016
Foto: Rafael Passos/Arquivo
Os deputados estaduais paraibanos acreditam que somente a união entre a classe política e também a sociedade poderá fazer com que o país supere a cassação do mandato da presidente da República Dilma Rousseff (PT). Apesar de terem opiniões divididas sobre o processo de impeachment, parte deles acredita que o momento é de olhar para frente. Dilma foi julgada culpada pelo crime de responsabilidade e foi cassada nesta quarta-feira (31).

Para o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino (PSB), o ato do impeachment não tem segurança jurídica, mas faz parte da democracia. "Como cidadão não vejo motivos para dar segurança a esse ato de afastamento, mas aconteceu, está dentro da democracia. Vamos agora nos unir para fazer um Brasil melhor e mais justo para todos", declarou.

O também socialista Hervázio Bezerra lamentou a decisão, mas disse que o resultado já era esperado. "O veredicto do Senado não foi surpresa para ninguém. Sabíamos que estava consumado. Agora é esperar que os discursos que tinham a solução para o país se tornem realidade e seja verdade e que o país volte a seu crescimento. O país está parado e todos nós sofremos com essa estagnação", ressaltou.

Outro que não acredita na legitimidade do processo de impeachment é Gervásio Maia (PSB). "O processo não tem legitimidade, pois quem teve a eleição e quem foi escolhido para presidir foi Dilma. A justificativa das pedaladas fiscais foi um argumento utilizado para afastar ela da presidência em virtude do desgaste enfrentado pelo PT, por causa dos escândalos que surgiram, pois se fosse apenas pela pedalada, o próprio Temer não poderia ficar no cargo. Quando ele exerceu a interinidade ele também assinou pedaladas. Em virtude da realidade a coisa é complicada e evidentemente trouxe consequências graves para a nossa economia", falou.

Quem também compartilha desse pensamento é Raniery Paulino (PMDB). "É um fato histórico lamentável, principalmente para quem votou em Dilma Rousseff. Precisamos, nós brasileiros, ter a noção de darmos as mãos para retomar a confiança constitucional do país, retomar sobretudo o desenvolvimento para que possamos pensar em dias melhores para o país. Não há vencedor nessa luta e vejo todos nós num momento de tensão", enfatizou.

Como bom tucano que é, Tovar Correia Lima disse esperar que com o impeachment os brasileiros passam ter a esperança de dias melhores. “São muitos anos de poder e de acomodação. O País não aguenta mais tamanha estagnação e a população não aceita mais manobras como as feitas pela ex-presidente Dilma nas pedaladas fiscais. Ouvindo o povo, o Senado afastou a ex-chefe do Poder Executivo e aí, não se pode culpar o senador Cássio pela péssima administração do PT”, afirmou.

Para o petista Anísio Maia, Dilma é inocente. "Dilma está sendo julgada porque não quis fazer nenhuma negociata com um corrupto chamado Eduardo Cunha que tem 300 sócios na Câmara. E agora, no Senado, políticos corruptos e com a cabeça a prêmio, se apressaram para  julgar uma mulher que não é acusada de nenhuma corrupção. Mas, Dilma tem que ser afastada para eles se safem das pesadas acusações que pesam contra eles. Precisam afastar Dilma para por um fim na operação Lava Jato", afirmou Anísio.

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