quarta, 25 de novembro de 2020

Política
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Grupos e tendências dividem o PT na Paraíba

Adelson Barbosa dos Santos / 08 de fevereiro de 2016
Foto: Divulgação
O PT, um dos maiores partidos políticos do Brasil, tem uma base forte formada por tendências, que nada mais são do que grupos internos que disputam o comando da legenda. A união das tendências resulta no partido que governa o Brasil desde o ano de 2003. Os maiores e mais fortes grupos petistas têm abrangência nacional. Os menores têm atuações locais, em alguns Estados. Logo que o partido foi legalizado, lá pelos anos 80, surgiu a Tendência 113, que virou Articulação, se transformou em Unidade da Luta e, hoje, é a CNB (Construindo um Novo Brasil). É a tendência majoritária, da qual fazem parte lideranças expressivas como o ex-presidente Lula.

A CNB é quase um partido dentro do PT. A CNB abriga tendências menores como o Protagonismo Petista e o Coletivo Celso Furtado. “As tendências proporcionam ao PT o amplo debate interno. Fazem o partido crescer. Elas são salutares para o PT”, disse o tesoureiro do partido na Paraíba, Edvan Silva, que conhece bem a complexa engrenagem da legenda que está implicado em uma série de acusações de corrupção e que passa por um processo de depuração, com o objetivo de voltar às raízes que fizeram milhões de brasileiros ter esperanças em um futuro melhor.

Na Paraíba, entre tendências e subtendências, existe pelo menos uma dúzia de agrupamentos políticos dentro do PT. O partido é dividido nas seguintes tendências: Mensagem ao Partido, comandada pelo deputado federal Luiz Couto; Avante, sob a liderança do deputado estadual Frei Anastácio; Movimento PT, liderado pelo vice-prefeito de Patos, Lenildo Morais; Militância Socialista, que tem o comando de Josenildo Feitosa.

E mais: Articulação de Esquerda, liderada por Giucélia Figueiredo e Davi Soares; e Construindo um Novo Brasil (Edvan Silva, Jackson Macêdo, Charliton Machado, Eder Dantes, Rodrigo Soares, Almir Nóbrega, Anselmo Castilho, entre outros). Os integrantes da CNB são divididos entre as subtendências Protagonismo Petista e Coletivo Celso Furtado.

A tendência PT pela Base só existe na Paraíba e é comandada pelo deputado estadual Anísio Maia. Dentro da tendência Mensagem ao Partido, existe a Democracia Socialista (DS). Ainda existem as tendências O Trabalho, de Ayné Chaves e Fernando Cunha, considerados petistas de ultra esquerda. Há também o grupo PT Independente, de Marcos Henriques, presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba.

Davi Soares ressalta a importância do PT para a democracia e para o desenvolvimento do Brasil. Segundo ele, partidos como o PCO, PSTU, Rede e Psol, por exemplo, se originaram das dissidências internas do PT. “O campo majoritário do Psol saiu do PT. A Rede se originou no PT, assim como o PCO, que surgiu a partir da tendência Causa Operária”, disse Davi Soares, frisando que a Convergência Socialista gerou o PSTU.

Segundo Davi, que é ligado ao deputado Anísio Maia, embora os dois pertençam a tendências diferentes, o PT tem três bases importantes formadas por pessoas que vieram do sindicalismo, dos movimentos eclesiais (ligados à Igreja) e da luta armada. Davi Soares, Edvan Silva, Anísio Maia, Frei Anastácio, Giucélia Figueiredo, Luiz Couto, Josenildo Feitosa e tantos outros petistas acreditam que o partido vivem um momento de crise que será superado. Eles acreditam que há condições de o PT voltar a ser o que era nas origens.

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