sexta, 18 de setembro de 2020

Política
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Governador separa Finanças do Planejamento e Gestão e secretário pede demissão

Adriana Rodrigues com assessoria / 12 de novembro de 2016
A decisão de deixar o cargo no governo de Ricardo Coutinho foi anunciada após o governador desmembrar, através da Medida Provisória, de nº 247, publicada na edição do Diário Oficial do Estado de ontem, a Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento, Gestão e Finanças na Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) e na Secretaria de Estado das Finanças (Sefin), fundidas na reforma da estrutura administrativa realizada em 2014.

O anúncio do pedido de exoneração foi feito pelo próprio Tárcio por meio das redes sociais, com a seguinte mensagem: “Missão cumprida! Paraíba reconhecidamente um dos estados mais equilibrados do Brasil. Foi uma honra servir ao meu estado, agora novos horizontes e desafios, novas batalhas e novos projetos”.

Tarcio Pessoa, que tinha o status de supersecretário, ficaria apenas no comando da Secretaria do Planejamento, Orçamento e Gestão. Assim, ele também justificou o pedido de exoneração pelo fato de não concordar com a mudança e por entender que a separação das pastas não seria o melhor modelo.

Com a mudança, quem deve assumir Secretaria de Finanças a partir de agora é Amanda Araújo Rodrigues. Ela responderá, cumulativamente, pela Secretaria Executiva do Empreendedorismo.

Segundo o Governo do Estado, o desmembramento das secretarias ocorre para dar mais qualidade na gestão estadual. Até o fechamento desta edição o Governo do Estado ainda não havia se pronunciado oficialmente sobre a saída de Tárcio e nem anunciado seu substituto na Seplag.

Ex-secretário. Graduado em Direto e Administração, Tárcio Pessoa comandou o Empreender e a Secretaria de Finanças antes de assumir a Supersecretaria, responsável por boa parte do desempenho positivo atestado pela Secretaria do Tesouro Nacional, em balanço também divulgado ontem, em que a Paraíba aparece no seleto grupos dos sete Estados que estão com as contas equilibradas, mantém salários em dia e ainda caminha para fechar o ano com superávit na arrecadação, pouco mais de R$ 300 milhões em caixa.

O balanço fiscal dos estados está disponível no Sistema de Informações Fiscais do Setor Público Brasileiro (Sincofi), do Tesouro Nacional. Os dados levam em conta os balanços das contas feitos com as despesas empenhadas – ou seja, dívidas assumidas pelo estado, mas que não necessariamente já estão pagas até o período compreendido no balanço

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