quarta, 22 de maio de 2019
Política
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Governador João Azevêdo quer enxugar mais o governo

Adriana Rodrigues e Damásio Dias / 16 de maio de 2019
Foto: Nalva Figueiredo
Há 136 dias à frente do Governo da Paraíba, o governador João Azevêdo (PSB) afirmou ontem que a máquina administrativa do Estado pode ser enxuta ainda mais para se ajustar às necessidades da gestão. Após promover fusões de empresas como a que ocorreu no início da gestão - Emater, Interpa e Emepa - para a criação da Empresa Paraibana de Pesquisa e Extensão Rural e Regularização Fundiária (Empaer), e no sábado passado com as secretarias das Finanças e da Receita, para a instituição da Secretaria de Estado da Fazenda, a medida pode vir a ocorrer em outras áreas.

O governador afirmou, em entrevista ao programa Correio Debate da TV Correio, que há necessidades de ajustes constantes, para tornar a máquina mais eficiente e econômica. “Quando nós fizemos a fusão de três empresas, que era a Interpa, nós tivemos mais eficiência. Da mesma forma que a fusão da Secretaria de Finanças com a antiga Secretaria da Receita, faz com que você tenha uma resposta muito mais rápida a toda parte financeira do Estado.

Aonde você tinha dois secretários dando pareceres, muitas vezes no mesmo processo, passa a ter um único secretário. Você tem uma redução de cargos. Essa é uma direção que mais de 20 Estados do Brasil tem, que são as Secretarias de Fazenda, que cuidam do tesouro e da arrecadação”, argumentou.

Segundo ele, a expectativa de maior eficiência é ainda maior, conforme sua própria avalaição, por ter à frente da estrutura o secretário Marialvo Laureano.

Metas

O governador revelou ainda que as cobranças por resultados e desempenho de sua equipe vem sendo tocada como já havia sido apontado por ele, logo nos primeiros dias de gestão. Para essa avaliação, que se torna uma rotina da gestão, vai acontecer até o final do mês a primeira reunião com o sistema de monitoramento todo informatizado - com informações de todas as áreas do Governo.

O sistema chamado de E-gov (governo eletrônico) será utilizado pela primeira vez em reuniões da equipe. Segundo João Azevêdo, o governo eletrônico opera em duas frentes: para fora – com a prestação de serviços aos usuários/cidadãos - e internamente na sua organização como é o caso da gestão monitoramento e controle e a digitalização de processos. “Em breve o Estado da Paraíba não usará mais papel. Essa organização vai evitar que o cidadão precise se deslocar para resolver questões da administração”, explica.

R$ 500 mi foram injetados



O governador comemora o resultado em captação de recursos para investimentos e a atração de empresas para operarem na Paraíba. Segundo ele, este anos foi possível injetar no Estado mais de R$ 500 milhões em investimentos. Deste montante, foram mais de R$ 300 milhões através de empréstimo ao Banco Mundial para incrementar o projeto Cooperar.

Ele também destacou a capacidade de atração de empresas que tem o interesse de se instalar na Paraíba, devido às condições de lojística fornecidas pela malha asfáltica realizada pelo Estado e à qualidade de operação porto de Cabedelo.

O Estado ainda se prepara, dentro de um processo junto às autoridades federais, para contrar mais um empréstimo de US$ 127 milhões para investir na segurança hídrica dos paraibanos, previsto para os próximos 90 dias.

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