terça, 11 de dezembro de 2018
Política
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Gabrielli discute estratégias do PT durante visita à Paraíba

Adelson Barbosa dos Santos / 26 de julho de 2018
Foto: Rafael Passos (Jornal Correio da Paraíba)
O ex-presidente da Petrobras e coordenador da pré-campanha de Lula para presidente da República pelo PT, Sergio Gabrielli, esteve nessa quarta-feira (25) com o governador Ricardo Coutinho (PSB) na tentativa de atraí-lo para o novo projeto petista de poder. “Discuti com o governador o teor da campanha de Lula, a importância de manter o PT e o PSB unidos em torno do projeto do ex-presidente”, disse Gabrielli, frisando que abordou com Ricardo, ainda, a importância que lideranças como o governador paraibano têm no sentido de recuperar a esperança do povo brasileiro por meio do projeto de Lula.

À noite, Gabrielli fez uma avaliação das pré-candidaturas postas por partidos ditos de esquerda na disputa pelo Palácio do Planalto. São quatro, ao todo, segundo ele: Lula (PT), Manuela D’ávila (PC do B), Guilherme Boulos (PSOL) e Ciro Gomes (PDT). Antes, sem citar nome, ele criticou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL). Disse que a chamada extrema direita no Brasil está organizada e tem um candidato que puxa votos por ser conservador nos valores. Disse que Bolsonaro terceiriza a política econômica e defende o Estado brasileiro de forma contraditória.

“Ele tenta se apresentar como um candidato antisistema e recebe apoio de pessoas que são contra a direita, bem como de muita gente descontente com o clima político que se instalou no País”, disse, acrescentando: “Nem todo mundo que apóia esse candidato é conservador nem inimigo dos programas sociais”.

Como nem todo mundo confia em Bolsonaro, conforme Gabrielli, está clara que a opção (da extrema direita) será o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), “que vai tentar travestir as atividades não claras em defesa de Michel Temer”. Disse que o esquema de Temer (MDB) vai colocar o empresário e ex-ministro Henrique Meireles como candidato ao Planalto para receber os ataques destinados pelos eleitores ao presidente Michel Temer, e, ao mesmo tempo, preservar o candidato tucano, Geraldo Alckmin.

Sobre os candidatos de esquerda, Gabrielli disse quem, dentro de oito dias, será decidido se os quatro vão mesmo para a disputa, ou não. “Lula representa a esperança da retomada da melhoria de vida dos brasileiros. Boulos representa um conjunto importante dos movimentos sociais, mas o partido dele (PSOL), segundo Gabrielli, não tem um projeto claro de poder para atrair a população.

Em relação a Manuela d’Ávila, disse que ela está em um partido (PC do B) que tem projeto, idéias e concepção de poder, embora com pequeno enraizamento nacional. Disse que Manuela é um patrimônio da democracia. “E não podemos ter uma política de hostilidade, nem de enfraquecimento dela. Queremos que o PC do B venha conosco e oferecemos a vice ao partido”, frisou Gabrielli.

Sobre Ciro Gomes, candidato do PDT, Gabrielli declarou que ele pode marchar com o PSB. Não teceu maiores comentários em relação ao ex-governador do ceará. Quanto ao PSB, segundo ele, o partido de Ricardo Coutinho tem nomes progressistas no Nordeste e nomes conservadores no Sul/Sudeste. “O PSB pode apoiar Ciro, apoiar Lula e não apoiar ninguém”, disse.

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