quarta, 19 de dezembro de 2018
Política
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Ex-presidente Lula encerra caravanas conturbadas no Paraná

Redação / 29 de março de 2018
Foto: Reprodução
Ao longo do dia, uma carreata contra o petista percorreu a cidade com gritos hostis a ele. Já a manifestação pró-Lula ocorreu no centro, na praça Santos Andrade, em frente à UFPR (Universidade Federal do Paraná), cujas escadas ficaram lotadas.

A mobilização aconteceu um dia após o registro de tiros que atingiram ônibus que serviam à caravana. Durante toda a quarta-feira, diversas autoridades se manifestaram sobre o fato ocorrido na noite da terça-feira.

Os ataques à caravana do ex-presidente foram condenados pelos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE). Eles também reprovaram as ameaças contra o ministro do STF Edson Fachin.

Em entrevista à BandNews de Vitória-ES, o presidente Michel Temer disse que o ato é uma pena e que isso gera clima de instabilidade. Ele também criticou as ameaças ao ministro do STF.

A ex-presidente Dilma Rousseff lamentou os disparos efetuados contra ônibus da caravana. “Ao longo desta caravana, enfrentamos uma das mais graves manifestações de fascismo”, disse.

Deputados petistas pediram a federalização das investigações sobre o ataque a tiros contra a caravana do ex-presidente. Os parlamentares afirmaram que pedirão à PGR (Procuradoria-Geral da República) investigação rápida do caso e também disseram estudar medidas contra colegas que, segundo eles, incitam ações como a de terça-feira.

No palanque de ontem, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, cotado para virar o plano B do PT à Presidência diante da inelegibilidade do ex-presidente, reforçou a necessidade de unidade. Também estiveram presentes os presidenciáveis Guilherme Boulos (PSOL) e Manuela D’Ávila (PCdoB). “Não é à toa que temos aqui três, quatro, candidatos à Presidência”, disse Haddad em seu discurso.

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